Quatro morrem em tiroteio com a PM no Morumbi

Eles são acusados de assaltar banco perto da Giovanni Gronchi; um policial ficou ferido e, com medo, lojistas baixaram as portas

Camilla Haddad JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2010 | 00h00

Quatro homens suspeitos de assaltar um banco no Morumbi, zona sul de São Paulo, às 11h30 de ontem, foram mortos na Avenida Giovanni Gronchi, em tiroteios com a PM em dois pontos diferentes da via. Um policial foi ferido sem gravidade. Lojistas da região baixaram as portas.

Segundo informações da PM, para entrar na agência do Santander, cerca de dez assaltantes dominaram três vigilantes e recolheram as armas. Depois, mandaram os clientes deitar no chão. Mesmo assim, não impediram a entrada de outros correntistas. À medida em que chegavam, eram feitos reféns.

Depois, os ladrões passaram a recolher o dinheiro. Segundo funcionários, ao menos R$ 100 mil foram roubados. De acordo com a Polícia Militar, os assaltantes foram surpreendidos pelos policiais ao deixar o banco, e atiraram. Equipes com motos e viaturas perseguiram os assaltantes pela Giovanni Gronchi e pelas Ruas Símbolo e Ascencional.

Durante o fogo cruzado, quatro assaltantes foram atingidos. Socorridos, morreram no Pronto-Socorro do Campo Limpo. Três foram identificados: Felipe Oliveira Santana, de 27 anos; Igor Manoel da Silva, também de 27; e Gedielcio Cardoso dos Santos, de 31. Um policial do 16.º Batalhão foi ferido na perna, levado a um hospital, e passa bem.

Um acusado, identificado como João Pires Cardoso Neto, de 25 anos, foi preso. Ele não tinha passagem pela polícia. Outros quatro suspeitos conseguiram fugir. Um deles estaria em um C3 vermelho. Três carros - um Fox, um Celta e um Prisma - e uma moto foram abandonados na avenida. No vidro dianteiro de um deles estava colado um adesivo indicando motorista com deficiência. Para a polícia, o grupo pode ter usado esse mecanismo para estacionar em uma vaga próxima da porta do banco.

No asfalto, a polícia também encontrou uma mochila com notas de R$ 100. Também foram apreendidos dois revólveres e duas pistolas. A agência não reabriu. Um aviso na porta informava aos clientes para que procurassem outra unidade.

Medo. O tiroteio parou o trânsito na Avenida Giovanni Gronchi, a principal do Morumbi. "Tinha muito carro parado na hora dos tiros. Era gente correndo para se esconder. Mulheres gritavam", contou o funcionário de uma loja no bairro. Bem na frente do banco, na altura do número 5.000, há cerca de dez lojas pequenas. Para se proteger, os comerciantes fecharam os estabelecimentos. Uma padaria que também fica na frente da agência assaltada serviu de abrigo para pedestres que passavam ali.

De janeiro a setembro, foram registrados 114 roubos a banco na capital. O número é igual ao do ano passado, segundo a Secretaria da Segurança Pública.

CRONOLOGIA

Na zona norte, menino é ferido

6 de novembro

Vila Mariana

Dois clientes de uma agência na Domingos de Morais foram mantidos reféns por criminosos na área de autoatendimento. Após negociação com a PM, as vítima foram liberadas.

31 de maio

Pirituba

Quatro policiais civis e militares foram baleados e um se feriu em uma acidente durante perseguição a assaltantes que haviam invadido um banco em Pirituba. Houve três tiroteios: no Pari, na Marginal do Tietê e na Fernão Dias. Três assaltantes foram presos.

15 de janeiro

Freguesia do Ó

Um menino de 13 anos foi atingido por uma bala perdida enquanto policiais militares e ladrões trocavam tiros após assalto a um banco.

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