Quatro estudantes do Mackenzie estão entre os 61 presos

Eles foram detidos em flagrante por incêndio e incitação ao crime; estudante que depredou a Prefeitura foi detido e prestou depoimento

Luciano Bottini Filho e Breno Pires, O Estado de S. Paulo

20 Junho 2013 | 00h26

SÃO PAULO - Quatro integrantes do Diretório Acadêmico de Comunicação e Artes do Mackenzie Dacam) e um skatista profissional estão entre os 61 presos em flagrante por causa de depredações e saques no centro de São Paulo e na Avenida Paulista durante a manifestação de terça-feira, 18, à noite. As acusações incluem incêndio, incitação ao crime, desacato, dano ao patrimônio, desobediência, lesão corporal, resistência e corrupção de menores (este último por causa de supostas convocações para que adolescentes participassem das depredações).

A versão da polícia é de que eles danificaram e incendiaram um quiosque da Coca-Cola na Praça do Ciclista. Depois, teriam atacado uma viatura da Polícia Militar e soldados com pedras e garrafas de vidro. Os universitários dizem que são inocentes. "A gente tentou mobilizar o pessoal para não depredar e fomos pegos", disse o presidente do Dacam, Luis Felipe Carneiro de Sousa, de 21 anos, ao ser transferido algemado em um camburão da polícia. "Estávamos presos por 14 horas em uma cela onde caberiam três."

O skatista Luis Fernando Martins Calado, o Apelão, de 25 anos, conhecido em campeonatos nacionais, foi um dos acusados de jogar um líquido inflamável sobre o quiosque. "Estávamos juntos e depois nos separamos. Recebi uma mensagem dele às 4h sobre a prisão", diz o também skatista Gustavo Dias, de 25 anos, que foi à delegacia.

Um dos responsáveis por quebrar a porta da Prefeitura foi detido, prestou depoimento e foi liberado. Pierre Ramon Alves de Oliveira, de 20 anos, é estudante de Arquitetura da FMU e seria o rapaz visto com uma camisa branca em imagens do ataque à sede do Executivo municipal. O advogado Jerson Bellani disse que o acusado se arrependeu e chorou muito pela conduta. "Peço desculpa ao Movimento Passe Livre. Vou responder pelos meus atos", disse.

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