Ayrton Vignola/AE
Ayrton Vignola/AE

Quatro de cada 5 donos afetados estão no centro

98.485 notificações do IPTU progressivo devem seguir para a região; entre os locais visados estão prédios atualmente invadidos por sem-teto

Diego Zanchetta e Rodrigo Brancatelli, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2010 | 00h00

Os quatro edifícios do centro paulistano ocupados por 2.080 famílias desde o início de outubro estão passíveis de serem taxados com o IPTU progressivo. Na região, aliás, estão dois de cada três contribuintes que serão notificados (80% ou 98.485).

Caso os proprietários não apresentem um plano de ocupação ou revitalização ao governo, os prédios poderão ser desapropriados com títulos da dívida pública. "O objetivo do IPTU progressivo é justamente desapropriar imóveis vazios e construir no local moradias de baixo custo para quem nunca teria condições de comprar um apartamento no centro", argumenta o autor da lei municipal, o vereador José Police Neto (PSDB).

O edifício de 15 andares no número 925 da Avenida Ipiranga, por exemplo, está abandonado desde 2004, quando foi fechado o bingo que funcionava no local. Até o fim da década de 1970, o lugar era um cinema e chegou a funcionar como hotel nos anos 1980. Hoje, 860 famílias ocupam de forma improvisada as 42 suítes do prédio. Segundo a Frente de Luta Por Moradia (FLM), as famílias invasoras foram removidas por determinação judicial de um terreno particular que havia sido tomado no início do ano na zona leste.

Na mesma região, os edifícios no 572 da Avenida São João e no 911 da Avenida Prestes Maia também foram invadidos. Isso após ficarem quase uma década em total abandono.

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