Quase metade dos voos da Webjet no País atrasa

Empresa culpou 'grande fluxo de passageiros' e pediu que eles 'cheguem mais cedo' aos aeroportos; revolta com filas aumenta

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

21 Dezembro 2010 | 00h00

Repetindo a pane do fim de setembro, os voos da Webjet voltaram a atrasar em todo o Brasil. Ontem, até as 19 horas, quase metade (46,5%) das operações da companhia apresentava atraso de mais de 30 minutos. O tumulto ficou completo com a onda de cancelamentos das partidas internacionais de várias empresas com destino à Europa, que teve alguns de seus principais aeroportos fechados ou operando em baixa capacidade por uma nevasca.

Os problemas começaram no domingo, quando 51 voos da Webjet saíram fora do horário. A empresa culpou "o grande fluxo de passageiros nos aeroportos", principalmente no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, o que teria "dificultado a normalidade das operações". Em nota, pediu ainda que os passageiros "cheguem mais cedo aos aeroportos e façam check-in com antecedência, evitando filas e consequentes atrasos". A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) diz que disponibilizou seis posições de check-in a mais para a Webjet.

A pedagoga Maria Decker teve o voo das 16h30 cancelado, em Cumbica, e a Webjet ofereceu em troca um da Gol, que partiria às 21h30. "Quando chego na Gol, me mandam de volta para a Webjet porque meu nome não consta lá. Na Webjet, mandam ir para o balcão da Gol. É um jogo de empurra", diz.

O voo do ator Jean Everton Santos para Porto Alegre estava com duas horas de atraso. Ele chegou uma hora antes para o embarque, mas a fila era tanta que, quando chegou sua vez, foi informado que o check-in estava encerrado. "Estava na fila desde cedo e ninguém falou nada. Agora, querem que eu compre uma nova passagem por R$ 280", diz.

A neve continua prejudicando voos entre Brasil e Europa. TAM, British Airways e Air France, que operam rotas saindo do Rio e São Paulo, principalmente para Paris e Londres, tiveram voos cancelados. Ontem, a British disponibilizou voo extra para quem não pôde embarcar.

Fim de ano. Ontem, o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) divulgou nota, informando que mantém as negociações com aeronautas e aeroviários, que ameaçam paralisação a partir de quinta-feira. No entanto, informa que já foram concedidos aumentos neste ano, acima da inflação oficial, e não há margem para novos reajustes. / COLABOROU BRUNO TAVARES

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