Quase 700 imóveis são liberados em Paraitinga após vistoria

Cidade continua em calamidade pública; na próxima terça, técnicos voltam a avaliar patrimônio histórico

Agência Brasil,

08 Janeiro 2010 | 17h44

 

BRASÍLIA - Uma semana depois de ter sido devastada pela maior enchente de sua história, a cidade de São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, ainda está em estado de calamidade pública. Mesmo consideradas livres de risco de desabamento, centenas casas ainda estão desabitadas, porque seus moradores perderam móveis e tudo que tinham. Dos 844 imóveis vistoriados pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) até quinta-feira, 8, 146 foram interditados 146 e 689, liberados. Na próxima terça-feira, 12, os técnicos voltam ao município para acompanhar a equipe do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat).

 

Segundo o diretor de Turismo da Prefeitura de São Luiz do Paraitinga, Eduardo de Oliveira Coelho, nenhum dos 2,4 mil desalojados conseguiu ainda voltar às casas e muitos deles estão em casa de parentes ou de amigos em cidades vizinhas. Ele informou que, na manhã desta sexta-feira, 8, era grande o número de voluntários que continuam empenhados na força-tarefa para a limpeza da cidade.

 

Amontoados de entulho ainda podem ser vistos na área mais afetada, o centro histórico. A prioridade, segundo Oliveira Coelho, foi remover os destroços que ocupavam as vias públicas. "Os moradores que puderam entrar novamente em suas casas estão tirando a sujeira, mas como perderam os móveis não poderão voltar a habitar nelas agora", disse ele.

 

Oliveira Coelho afirmou que as doações têm chegado em grande número, mas, como parte das edificações foi destruída - inclusive, a sede da prefeitura - não há espaço para armazenar os volumes recebidos no município. Como opção, parte das doações está sendo guardada no 5º Batalhão da Polícia Militar de Taubaté, distante 45 quilômetros e em espaços públicos de Lagoinha, que fica a 20 quilômetros.

 

Cerca de R$ 1,5 milhão que financiariam a construção de uma nova rodoviária, serão transferidos para as obras de reconstrução. O Plano Diretor da cidade, apresentado na quinta-feira prevê a construção de cem casas populares em terreno da prefeitura com o dinheiro repassado pelo governo do estado. A prefeitura estima que os gastos com a reconstrução possam chegar a R$ 100 milhões.

 

Até o final da manhã de hoje ainda não tinha sido localizado o homem de 42 anos, desaparecido desde o último dia 1º, quando a chuva elevou o nível do Rio Paraitinga a mais de dez metros acima do normal, causando destruição. A inundação atingiu principalmente a parte onde ficam os casarões históricos que são o grande atrativo turístico da cidade, ao lado dos eventos regionais, musicais e da festa de carnaval.

 

S.O.S.

 

A CMA, empresa fornecedora de tecnologia para o mercado financeiro, lançou uma campanha para arrecadação de roupas e mantimentos para as vítimas das enchentes na cidade. Quem quiser contribuir deve se dirigir a um posto de coleta que funcionará até o fim do mês, localizado na Rua Professor Filadelfo Azevedo, 712, na Vila Nova Conceição, em São Paulo. O telefone é (11) 3053-2639.

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