Paulo Liebert/AE
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Quarentão, Anhembi deve ser ampliado

Com agenda cheia até 2016, centro de convenções que completará quatro décadas no sábado pode ganhar pavilhão e área de estacionamento maior

Marcela Spinosa JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2010 | 00h00

O Anhembi completa 40 anos neste sábado, no limite de sua capacidade. Só o Pavilhão de Exposições, que acabou de sediar o Salão do Automóvel, por exemplo, está com 80% da sua agenda ocupada até 2016. Para resolver problemas como a alta taxa de ocupação, falta de vagas de estacionamento e dar mais conforto às escolas de samba, a São Paulo Turismo (SPTuris), que administra o parque, depende da construção de um centro de eventos em Pirituba, na zona norte.

O modelo do megapolo em Pirituba, de acordo com Caio de Carvalho, presidente da SPTuris, deve ser definido nesta semana. "Quando sair a licitação e o projeto, o Anhembi terá de ser repensado." Carvalho já tem algumas mudanças em mente, entre elas a ampliação do parque dos atuais 400 mil m² para 450 mil m², o equivalente a seis campos de futebol. A meta é criar mais espaço para estacionamento, que dobrará a capacidade de 7 mil para 14 mil vagas e a área de dispersão das escolas de samba.

A empresa chega a improvisar áreas de estacionamento para dar conta da demanda em grandes eventos. "Usamos a pista do Sambódromo para os carros pararem, o pátio da Aeronáutica, no Campo de Marte e mesmo assim não dá", explica. Para resolver, a ideia é aproveitar uma área próxima à Praça Campo de Bagatelle, onde seria construído um estacionamento vertical e um pavilhão sobre ele.

Arena multiuso. A obra e a gestão do novo centro na zona norte devem ser feitas com Parceria Público-Privada (PPP). O terreno de 4,9 milhões de m², que já foi decretado de utilidade pública, poderá abrigar centro de convenções e arena multiuso capaz de receber 40 mil pessoas.

O urbanista Nabil Bonduki, autor do Plano Diretor da cidade, tem dúvidas sobre a necessidade de ampliação da área. "O ideal seria construir centros de eventos em outras regiões para descentralizar os polos de eventos. Poderiam ser em áreas periféricas, o que também levaria emprego a outras regiões."

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