JF Dorio/AE
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Quando tenente, ele deu voz de prisão à futura magistrada dentro do Maracanã

Claudio Luiz Silva de Oliveira, ex-comandante do batalhão de São Gonçalo

Tiago Rogero, estadão.com.br

27 de setembro de 2011 | 22h45

RIO - Ex-integrante do Bope, o tenente-coronel Claudio Luiz Silva de Oliveira, de 45 anos - 26 deles como policial militar - assumiu o 7.º BPM (São Gonçalo) em 14 de outubro de 2010, em sua primeira atuação como comandante. Em 26 de agosto, após troca de comando em 23 batalhões do Rio, passou a chefiar o 22.º BPM (da Maré). Na madrugada desta terça-feira, 27, se entregou no Batalhão de Choque, após ter a prisão decretada.

À frente do 7.º BPM, comemorou, por pelo menos duas vezes, redução nos índices de criminalidade. Uma delas, em julho, rendeu a todos os policiais da unidade gratificações pagas pelo Governo do Estado - R$ 2 mil para cada um dos 650 PMs. A maior queda foi na quantidade de homicídios dolosos e latrocínios, 27%.

O tenente-coronel e a juíza Patrícia Acioli se conheceram em 1989. Oliveira, então tenente, deu voz de prisão à Patrícia, à época defensora pública, dentro do Maracanã, durante partida entre Brasil e Chile. Patrícia, segundo ele, estava em um grupo de torcedores envolvido em uma briga. Ela foi presa e processou o PM por abuso de autoridade, mas perdeu.

O jogo, pelas eliminatórias da Copa, ficou famoso pela "fogueteira do Maracanã", Rosinery Mello, que disparou um sinalizador contra o gramado. O artefato caiu ao lado do goleiro chileno Roberto Rojas, que simulou ter sido atingido e caiu no chão.

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