Quando criminalidade cresce, governo tira planos da manga

BASTIDORES:

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

23 Maio 2013 | 02h04

 

No começo de maio, pressionado pela imprensa depois de oito meses de crescimento das taxas de homicídios, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou sua intenção de criar nos dias seguintes um plano para reverter o quadro.

A divulgação de ontem, contudo, foi acima de tudo um evento político, para anúncio de medidas isoladas, como a contratação de policiais e a assinatura de convênios cujos resultados só devem aparecer em 2014. Era necessário criar uma agenda positiva, tentativa que já se repetiu outras duas vezes em menos de três anos. Quando os dados de criminalidade aumentam, planos de segurança são anunciados.

Ironicamente, contudo, as boas notícias já começaram sem a ajuda dos marqueteiros. Os dados de homicídio de abril, como o Estado antecipou na semana passada, caíram 7,8% na capital. Também diminuiu a letalidade policial, com redução de 38% nos primeiros quatro meses. O resultado vai ser oficialmente anunciado no dia 25.

Caso o projeto seja de fato efetivado, a medida pode trazer mudanças importantes na segurança pública. A diminuição da letalidade policial está entre as metas.

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