Quando a SPFW encontra os magazines

Alianças entre a vitrine e a passarela atraem consumidores e geram lucro para todos

Flávia Tavares, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2011 | 00h00

O vestido maravilhoso, o casaco de couro hit do inverno, os tricôs trabalhadíssimos... Para atender os consumidores que não podem bancar todo o glamour apresentado na São Paulo Fashion Week, alguns magazines apostam nas parcerias com estilistas e celebridades. Hoje, é a vez de a C&A apresentar, em entrevista coletiva na Bienal, detalhes da coleção que a cantora Christina Aguilera assina para a marca.

A C&A e a Riachuelo são as que mais investem nesse formato por aqui. Além das peças com Aguilera, que devem chegar às lojas ainda no primeiro semestre, a C&A lança em março uma coleção com Stella McCartney.

A Riachuelo ainda conta os lucros da dupla com Oskar Metsavaht, da Osklen - 320 mil peças vendidas desde novembro -, e já prepara o lançamento de uma linha com Cris Barros, em abril.

É bom negócio para os três lados. O consumidor ganha acesso a marcas que não teria de outra forma, ainda que com menos qualidade. Para Elio França, diretor de Marketing da C&A, "quando uma parceira é firmada, o estilista encontra formas de democratizar a moda e manter sua "assinatura"". Já os magazines "ganham uma credibilidade com seu público, essa classe C que não quer saber só de roupa, mas quer moda", diz Marcella Carvalho, gerente de Marketing da Riachuelo. E o estilista ganha, além de uma boa recompensa financeira por vender em larga escala, o desafio de tornar seu design mais acessível. "A grife Cris Barros continua exclusiva, mas posso tentar levar meu trabalho para outros públicos. É estimulante", conclui a estilista.

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