Quando a conversa é estranha, o melhor é desligar''

O especialista em segurança Milton Migdal afirmou que enganar a vítima dizendo que um sobrinho está em apuros não é uma modalidade de crime tão conhecida. "As pessoas estão mais alertas para o golpe do falso sequestro, nem todas caem. Então, os criminosos inventaram isso."

Camilla Haddad, O Estado de S.Paulo

18 Janeiro 2011 | 00h00

Segundo Migdal, a conversa é tão convincente que a vítima cede e faz o depósito. "A maioria dos criminosos liga do celular de dentro da cadeia. Mas há ladrões que compram telefones pré-pagos para o crime. A melhor atitude é desligar assim que perceber a conversa estranha." O mesmo vale para o falso sequestro. "Se for crime mesmo, a pessoa liga de novo." Ele lembra que o ideal é alguém ligar para o parente e saber como ele está.

Muitas vezes o bandido consegue fazer a vítima falar nomes e se aproveita de informações para ilustrar a história. Felipe Gonçalves, que atua na área de segurança, diz que o correto é não se desesperar - e desligar o telefone. "Não se pode ter medo e vergonha. É preciso pedir ajuda."

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