André Lessa
André Lessa

Qual é o seu tipo de galeria de arte?

Esse mercado vive expansão inédita na capital. Aproveitamos para mostrar alguns dos endereços bacanas para quem quer comprar muito, pouco ou só visitar

Fábio Mazzitelli, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2011 | 00h00

O mercado de arte de São Paulo nunca esteve tão em evidência como agora. De acordo com o site www.mapadasartes.com.br, especializado no assunto, há atualmente na capital paulista 59 galerias e escritórios de arte abertos para o público - e a tendência é aumentar, segundo a Associação Brasileira de Arte Contemporânea.    

 

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Tradicionalmente concentradas em algumas regiões da cidade, especialmente nas zonas oeste e sul, visitar galerias na capital está virando mais uma opção de passeio - para todo tipo de público, quem compra e os que só querem conhecer um pouco mais desse mundo.

O professor Denis Molino, que ministra o curso de História da Arte no Museu de Arte de São Paulo (Masp), sabe bem como funciona esse "fenômeno". "Um aluno viu uma exposição de grafite em uma galeria. Depois, viu outra e, aí, foi fazer o curso. É um movimento que existe", diz.

Pensando em quem quer passear pelas artes, a Expedição Metrópole preparou uma rota que contempla diferentes manifestações contemporâneas - uma pequena amostra do que pode ser encontrado pela cidade.

Arte urbana. Grafites, HQs e até tatuagens é, digamos, a matéria-prima da Choque Cultural, em Pinheiros, na zona oeste. "É uma questão de identidade. Temos uma proposta pop que atrai desde o colecionador tradicional de arte até o jovem com skate na mão que vai lá porque se identifica com o que vê", diz Eduardo Saretta, um dos sócios do lugar.

A segmentação virou uma aposta certeira. "Nossa galeria recebe 2 mil visitantes por mês. Pela minha experiência, era um público que não existia", diz.

Pensando na expansão do acesso, a Choque disponibiliza postais e flyers de trabalhos ali expostos - um jeito simpático de ter um pedacinho de arte dentro de casa. A Choque Cultural fica na Rua João Moura, 997. Abre de terça a sábado, das 12h às 19h; www.choquecultural.com.br.

Para colecionadores. O tradicional público de uma galeria de arte "se encontra" na Luísa Strina, aberta desde 1974 nos Jardins, zona sul de São Paulo e com mais de 1 mil obras no acervo. É lá que colecionadores fazem a festa entre obras de artistas consagrados. Para quem quer só conhecer o espaço -sem desembolsar uma pequena fortuna pelas obras -, pode aproveitar as atuais exposições de Jorge Macchi e Federico Herrero para fazer um programinha por ali.

Para levar para casa, a galeria vende, por a partir de R$ 5, catálogos históricos de artistas que já fizeram exposições ali, nos anos 1970 e 1980. "É uma novidade inteligente e interessante (do mercado) de cultura e de consumo", afirma Luisa Strina, dona do local. A galeria fica na Rua Padre João Manuel, 755. De segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 17h; www.galerialuisastrina.com.br. A exposição vai até dia 8.

Para consumo. A dois quilômetros da Luisa Strina, a Avenida Europa, ainda na zona sul, abriga galerias que vivenciam o aumento de público consumidor. A Nara Roesler, por exemplo, tem uma proposta bastante abrangente e é procurada tanto por colecionadores quanto por quem quer decorar a sala do apartamento novo. Na galeria, além de pinturas, há instalações de Lucia Koch e de José Patrício, que assina obras feitas com jogos de dados. Na Avenida Europa, 655. Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 11h às 15h; www.nararoesler.com.br.

Vizinho de porta, o galerista Thomas Cohn diz abrir espaço para exposições de artistas cujas obras têm potencial de valorizar. Em outras palavras, tornam-se um bom investimento ao longo do tempo. Fica na Avenida Europa, 641. De terça a sexta, das 11h às 19h; sábado, das 11h às 18h; www.thomascohn.com.br.

Gravuras. Em um pequeno sobrado na Vila Mariana, também na zona sul, a Graphias é um pouco diferente do "formato tradicional" de galerias. O foca ali são... gravuras - há mais de mil obras no acervo. "A gravura é uma tradição do artista brasileiro e superacessível", diz Mauro Vaz, um dos donos do espaço. Na Rua Joaquim Távora, 1.605. Quinta e sexta, das 13h30 às 19h; sábado, das 11h às 16h; www.graphias.com.br.

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