Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Quais são os parques mais bonitos de São Paulo?

Listamos onze destinos imperdíveis para os paulistanos e visitantes

O Estado de S. Paulo

31 de agosto de 2015 | 10h33

Veja a seguir uma seleção, em ordem alfabética, dos parques mais bonitos e queridos da cidade, em várias regiões.

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Horto Florestal

O Parque Estadual Albert Löfgren (ou Horto Florestal) foi fundado em 1896 e ocupa uma área de 1,7 milhão de metros quadrados ao lado do Parque Estadual Cantareira. O Horto é casa de uma vasta flora, composta por eucalipto, pinheiro-do-brejo e criptoméria, e plantas nativas, como pau-brasil, carvalho-nacional, pau-ferro e jatobá. Macaco-prego, tucano, gambá, socó, garça, tico-tico, serelepe e martim pescador estão entre as espécies animais que vivem por ali e podem ser vistas pelos visitantes.

No espaço, distribui-se uma ampla área de piquenique, playground, pista de corrida, equipamentos de ginástica, bicas de água potável e lagos, além do Museu Florestal. No chamado Arboreto Albert Löfegren, estão de pé os pinheiros originais da época de surgimento do parque.

Uma curiosidade: o Museu Octávio Vecchi, também chamado de Museu da Madeira, foi inaugurado no Horto em 1931 e é considerado o marco do Trópico de Capricórnio, que passa pelo parque.

Jardim da Luz

Mais antigo parque de São Paulo, o Jardim da Luz nasceu em 1798, com a ideia pioneira do general Antônio Manoel de Melo Castro e Mendonça em construir um jardim botânico na região da Luz. Com a subscrição pública, no ano seguinte o senado da Câmara concedia as terras para o empreendimento, que só foi finalizado em 1825 graças aos esforços do primeiro presidente da província de São Paulo, Lucas Antônio Monteiro de Barros. No início foi denominado Horto Botânico. No início foi considerado a “coceluche” da cidade e servia de passeio público para a elite paulistana, que aos finais de semana, ia ouvir bandinhas tocarem enquanto caminhavam. Em 1851 foi cercado por uma grade para evitar a entrada de vagabundos e prostitutas que já buscavam refúgio na região. Em 1860 a maior perda do parque foi ter que ceder parte de seu espaço para a construção da estação da Luz. Degradado com o passar dos anos, a situação começou a se reverter apenas nos últimos anos, com a política de revitalização do centro da cidade.  Abriga a sede da Pinacoteca.

Parque da Aclimação

Foi fundado oficialmente em16 de setembro de 1939, mas bem antes disso o local já abrigava um espaço verde. Antes de ser adquirido pela prefeitura de São Paulo, o terreno pertencia a Carlos José Botelho, médico que chegou a ser Secretário da Agricultura, Viação e Obras Públicas do Estado e criou o Jardim da Aclimação, baseado no “Jardin d'Acclimation”, que ele havia conhecido em Paris. O parque passou a abrigar então um pequeno zoológico (um dos primeiros do Brasil) e um parque de diversões.

Antes de ser adquirido por Botelho, o terreno abrigava o Sítio do Tapanhoin, que servia para aclimatação de gado vindo da Holanda. Hoje, o Parque da Aclimação conta com uma área de 118.787 m² e abriga diversas espécies de aves e da flora local.

Parque da Água Branca

Inicialmente chamado de Parque Dr. Fernando Costa (em homenagem ao secretario de agricultura do estado na época), foi fundado oficialmente em 2 de junho de 1929 pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Mas a  história do local teve início em 1904, quando o então prefeito, Antônio da Silva Prado criou a Escola Prática de Pomologia e Horticultura (fechada em 1911).

No ano de 1928 o governador do estado, Júlio Prestes, construiu no local a sede da Diretoria de Indústria, transferindo as antigas dependências do Posto Zootécnico de São Paulo e Recinto de Exposições de animais da Moóca para a Água Branca.

Na década de 70 as exposições e o Instituto de Zootecnia também passaram a ser realizadas no local. A área de 137 mil metros quadrados é tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat) e pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo – CONPRESP

Parque da Independência

Está localizado às margens do córrego do Ipiranga, local onde D.Pedro I proclamou a independência do Brasil, em 07 de setembro de 1822. Abriga além do Museu Paulista (conhecido também como Museu do Ipiranga), o Monumento à Independência (ou Altar da Pátria), construído no centenário da Independência em 1922, que em 1952 foi modificado para servir de mausoléu para os restos mortais de D.Pedro I e a Casa do Grito, pequena residência às margens do córrego que supostamente já existiria em 1822.

Os jardins franceses foram criados pouco tempo depois da inauguração do Museu, no começo do século XX. Na década de 70, o parque ganhou um show de luzes e sons que acabou abandonado com o tempo. Em 1988 o Parque da Independência passou para a administração da prefeitura paulista.

Parque do Carmo

Localizado em uma antiga fazenda de criação de gado e plantio de café, e que nos anos 40 pertenceu ao empresário Oscar Americano, o Parque do Carmo une um pouco de história e de preservação ambiental. O casarão que funciona como sede foi mantido em estilo colonial. Também está preservada parte da vegetação de eucaliptos remanescentes da Mata Atlântica, cortada por um conjunto de lagos e as mais de 242 espécies de árvores registradas. No local, também funciona o Museu do Meio Ambiente.

O bosque de cerejeiras-de-Okinawa, árvore símbolo do Japão, recebe todos os anos a tradicional Festa das Cerejeiras. Desde 1978, esses festejos ocorrem por ali em razão do florir das árvores. É quando os visitantes podem praticar o “hanami”, ritual de contemplação que consiste em se sentar sob as cerejeiras e contemplá-las por um longo período.

A área de 1,5 milhão de metros quadrados abriga ainda uma vasta fauna, com cerca de 135 espécies, entre répteis, mamíferos e aves.

Parque do Ibirapuera

A região que abriga hoje o Parque do Ibirapuera era originalmente um grande pântano com uma aldeia indígena fundada pelo Padre José de Anchieta, em 1560. O próprio nome, Ibirapuera reflete os primórdios do local: a palavra, derivada do Tupi, significa pau podre ou madeira velha.

A ideia de criar o parque na região data de 1920, quando a prefeitura aplicou os primeiros investimentos na região. Em 1927, Manuel Lopes de Oliveira, um funcionário da municipalidade, começou o plantio de eucaliptos australianos para drenagem do solo, possibilitando já na década de 40 que o local fosse sede de provas de ciclismo.

O Ibirapuera foi inaugurado oficialmente em 21 de agosto de 1954, como parte das comemorações dos 400 anos da cidade, com projetos de Oscar Niemeyer e Burle Marx. Hoje, é o parque de maior movimento da cidade de São Paulo, contando com uma enorme área verde e vários espaços culturais como Museu de Arte Contemporânea (MAC), a Oca, Planetário, o Museu Afro e o Auditório Ibirapuera.

Parque do Povo

Um dos parques mais jovens da cidade, o Parque Mário Pimenta Camargo, mais conhecido como Parque do Povo, foi inaugurado em 2008. Os 133 547 metros quadrados de área verde contam com um complexo esportivo e pistas para caminhada e corrida. As quadras também possuem marcações especiais destinadas a modalidades paralímpicas.

Há uma área reservada para skate e outros esportes sobre rodas, o que diminui o risco de acidentes. Outro destaque é o jardim sensitivo, composto por ervas aromáticas, onde as pessoas podem tocar, cheirar e até morder folhas de espécies de plantas como mostarda, coentro, cheiro-verde, cebolinha, babosa e manjericão.

O Parque do Povo oferece atividades, grátis e semanais, como grupo de caminhada e tai chi pai lin, um conjunto de práticas taoístas para a saúde, o movimento e a serenidade. Todas são acompanhadas por profissionais.

Parque Ecológico do Tietê

Foi entregue em 13 de março de 1982 após quatro anos de obras, iniciadas no governo de Paulo Egydio Martins. Durante 25 anos, a área foi um depósito de lixo da prefeitura. Com um milhão e 541 mil metros quadrados, o parque foi dividido em dois: um destinado ao esporte, com um parque aquático, pista de cooper e quadras e outro contemplativo, com um lago de 42 mil metros quadrados e várias ilhas ocupadas por macacos e um trenzinho que leva os visitantes por um passeio.

Além do viés recreativo, ele serve como bacia de acumulação de água do Rio Tietê para que não haja enchentes na Marginal. Em 2004, o Governo do Estado iniciou uma obra de revitalização do Parque Ecológico do Tietê. Ao todo a área preservada ocupa 14 milhões de metros quadrados que vai desde a Barragem da Penha e São Miguel Paulista , na zona leste até ao município de Guarulhos.

Parque Trianon

O Trianon é uma ilha no meio da selva de concreto da Avenida Paulista. Com 48 mil mª de verde, o parque foi inaugurado em 3 de abril de 1892. Devido ao ambiente cultural da aristocracia cafeeira, influenciado pela cultural europeia, acabou ganhando ares de um jardim inglês.

O responsável pelo projeto paisagístico foi o francês Paul Villon, e a denominação Trianon veio do fato de, naquele tempo, existir onde hoje se situa o Museu de Arte de São Paulo em frente ao parque, um clube com o nome Trianon, responsável por inúmeras comemorações na região. Em 1931 o local recebeu oficialmente seu nome atual, em homenagem ao tenente Antônio de Siqueira Campos, um paulista de Rio Claro, herói do Movimento Tenentista de 1924.

A partir de 1968, na gestão do prefeito Faria Lima o passou por várias mudanças que tiveram a assinatura do paisagista Burle Marx e do arquiteto Clóvis Olga. Em data recente o parque foi tombado pelo CONDEPHAAT e pelo CONPRESP. O parque possuiu importantes esculturas, o 'Fauno', de Victor Brecheret e 'Aretusa’, de Francisco Leopoldo Silva.

Parque Villa-Lobos

O projeto de um parque temático de inspiração musical elaborado pelo arquiteto Décio Tozzi foi inaugurado de maneira incompleta em 1994. A ideia inicial previa a construção de viveiros para pássaros, teatro de ópera, auditórios e espaços para escola e oficinas de músicas.

À área chegou a ser utilizada como um grande depósito de lixo que recebia os dejetos vindos da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (CEAGESP), além de material dragado do Rio Pinheiros e entulho da construção civil.

Em 1989 o parque Villa-Lobos começou a ser implantado pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica – DAEE, com a remoção das famílias que viviam no lixão. Foi entregue à população apenas em 2006, após as adequações necessárias e o plantio de 24 mil árvores.


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