Quadrilhas migram de crime em busca de facilidade

Análise: José Vicente da Silva

É CORONEL DA RESERVA DA PM, EX-SECRETÁRIO NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2012 | 03h02

Uma minoria de quadrilhas organizadas, que têm acesso a armas e à possibilidade de juntar comparsas, comete arrastões. Os grupos seguem a lógica da economia do crime, buscando facilidade. Quando a polícia dificulta um tipo de ação criminosa, chega à "radio peão da bandidagem" que essa modalidade "sujou". Então, esses grupos vão procurar alguma outra menos vigiada.

Criar dificuldades para os criminosos ajuda a inibir ocorrências. Os bandidos vão preferir um restaurante que não tem câmera a um que tem, assim como portas mais estreitas e a presença de seguranças também atrapalham os ladrões. O papel da Polícia Militar é aumentar a ronda nas áreas onde há tendência para a prática de determinado tipo de crime, porque essas quadrilhas são muito repetitivas. A Polícia Civil busca imagens, apura o modus operandi dos ladrões e tenta identificá-los, porque há um número limitado de grupos que praticam esses crimes.

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