Quadrilha usa Mercedes para fazer arrastão em prédio do Itaim

Invasão aconteceu nesta terça-feira, após o porteiro receber suposta ligação de morador para liberar entrada de veículo

Fabiana Cambricoli, O Estado de São Paulo

29 Abril 2015 | 21h23

Um grupo formado por cerca de 20 homens fez um arrastão em um prédio residencial de alto padrão no Itaim-Bibi, zona sul de São Paulo, na noite desta terça-feira, 28. Ninguém havia sido preso até as 20 horas desta quarta-feira.

A invasão aconteceu por volta das 19 horas, após o porteiro receber ligação de um suposto morador, pedindo que fosse liberada a entrada de um veículo Mercedes. O carro, ocupado por dois criminosos armados com fuzis, entrou na garagem do prédio, localizado na Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior.

Ao chegarem à garagem, os bandidos dominaram o segurança do prédio, liberaram a entrada dos demais integrantes da quadrilha e passaram a parar todos os moradores que chegavam ao condomínio.

A Polícia Civil ainda não sabe quantos apartamentos foram assaltados. Mas já tem a informação de que foram levados joias, dinheiro, roupas e as chaves de alguns carros. Os bandidos também roubaram o computador que armazenava as imagens das câmeras de segurança do condomínio.

Quando a Polícia Militar foi acionada, duas horas depois do início da ação, a quadrilha já havia fugido do local. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) não informou o valor dos bens roubados nem quantos moradores foram feitos reféns.

Um carro da marca Mercedes com a mesma placa do veículo utilizado pelos criminosos foi encontrado horas depois na região da Lapa, zona oeste, mas como não havia indícios de que tenha sido usado no arrastão a suspeita da polícia é de que os criminosos utilizaram um veículo dublê, ou seja, do mesmo modelo e com placa clonada.

Primeiro caso no ano. O caso foi registrado no 14.º DP (Pinheiros), mas a investigação será conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Segundo a SSP, “policiais estão realizando diligências para localizar testemunhas e imagens que contribuam na localização dos autores”. O Deic afirma que foi o primeiro roubo a condomínio de apartamentos na capital desde abril de 2014. 

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