Quadrilha seqüestra líder de jogo para vender seus pontos

Polícia suspeita que acusados venderiam pontos no GunBound por R$ 15 mil no mercado paralelo

Solange Spigliatti, do estadão.com.br, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2007 | 18h03

Uma quadrilha pertencente a uma organização denominada La firma, foi presa na manhã desta terça-feira, 17, acusada de furto através de fraude eletrônica pela internet. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, quatro pessoas foram presas acusadas de seqüestrar o líder do ranking de um jogo de internet chamado GunBound e transferir sua pontuação para o grupo. A pontuação seria vendida por R$ 15 mil pela internet. A quadrilha divulgava a situação da pontuação e a venda dos pontos pelo site Youtube. Anderson Faquini, de 19 anos, conhecido como Planta, foi preso em sua casa, na Vila Alzira, em Santo André, onde foram apreendidos equipamentos de informática, laptop, câmara digital, mídias e celular. O casal Igor da Silva Carvalho, de 27 anos, professor de jiu-jitsu, e Tamires Rodrigues Vieira, de 19 anos, foram presos na Freguesia do Ó, onde outros equipamentos eletrônicos também foram apreendidos. O quarto preso, o webdesigner Alex Sander Kaiser Pereira, de 27 anos, foi preso na Lapa. O GunBound é um jogo de computador baseado no clássico Worms, em que avatares (bonecos virtuais) precisam explodir os demais participantes em cenários acidentados, combinando estratégia e ação. Gunbound significa "atado a uma arma", em que cada guerreiro conta com o auxílio de uma espécie de trincheira. O game foi criado e é mantido pela empresa sul-coreana Softnyx, mas há comunidades voltadas à América Latina. Quanto mais experientes os guerreiros, mais dinheiro acumulam no jogo, chamado de "gold". Com dinheiro, é possível comprar avatares mais bonitos ou eficientes e novos tipos de armas, que causam dano maior. No mercado paralelo virtual de GunBound, uma arma custa em média R$ 200. (Colaborou Lucas Pretti, do estadao.com.br)

Nota da Redação - 'O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo absolveu TAMIRIS RODRIGUES VIEIRA das acusações noticiadas'.

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