Fernando Calzzani/Photopress
Fernando Calzzani/Photopress

Quadrilha que agiu em Ribeirão pode ter jogado homem em rio

Morador de rua que ajudou a recolher dinheiro de transportadora de valores teria fugido com bandidos, que o mataram no caminho

RENE MOREIRA, Especial para O Estado

08 Julho 2016 | 15h33

RIBEIRÃO PRETO - A Polícia Civil acredita que o corpo de um homem achado no Rio Pardo pode ser a terceira vítima de assaltantes que atacaram uma transportadora de valores, nesta semana, em Ribeirão Preto (SP). Ele teria ajudado o grupo a recolher dinheiro dos cofres após a explosão da empresa e depois teria entrado em um dos carros usados pelos bandidos na fuga.

No caminho, teria sido morto e jogado no rio. O homem seria um morador de rua que ficava na região da transportadora. Um áudio obtido por policiais reforça a tese do assassinato. Quem achou o corpo boiando no rio, nesta quinta-feira, 7, foi o dono de uma chácara no momento em que pescava.

A vítima aparenta ter em torno de 60 anos, tinha cortes pelo corpo e os pés estavam amarrados com uma braçadeira de plástico, como as que são usadas em serviços elétricos e lacrações. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e aguarda reconhecimento.

Também nesta quinta, 8, policiais localizaram em um canavial de Jardinópolis (SP) sete carros blindados usados pela quadrilha durante o roubo. Nos veículos havia munições, carregadores, coletes à prova de bala e uma arma. Também foi localizado um comprovante da Prosegur, a empresa roubada, no valor de R$ 200 mil e que seria referente a um dos malotes roubados.

Pistas. Nesta sexta-feira, 8, peritos colheram impressões digitais deixadas nos carros. Até agora nenhum assaltante foi preso e o caso segue sendo investigado.

Mais de R$ 50 milhões foram levados da empresa e, além do homem jogado do rio - que pode ser uma vítima -, mais duas pessoas morreram por causa da quadrilha: um policial rodoviário que foi baleado e um morador de rua que ficou queimado com a explosão de um carro.

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