Quadrilha invade Ilhabela de lancha e explode caixas

Ação ocorreu no centro da cidade no litoral norte de SP; internauta registrou explosão em vídeo no YouTube

Reginaldo Pupo, Estado de S. Paulo

08 de maio de 2012 | 13h33

Atualizado às 22h23

ILHABELA - Em uma ação cinematográfica, com direito a rajadas de tiros, lojas destruídas, carro incendiado e uma fuga de lancha, cerca de 30 homens encapuzados e fortemente armados explodiram cinco caixas eletrônicos no centro de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, e fugiram com R$ 226 mil. A ação aconteceu por volta das 4h desta terça-feira, 7, e deixou um homem ferido. Ele passava pelo local na hora do crime. Ninguém foi preso.

Segundo a Polícia Militar, sete bandidos chegaram ao local em uma minivan e dominaram um PM que estava sozinho em uma base fixa da corporação - instalada ali recentemente. O bando levou a arma e o colete do policial, que ainda foi agredido. Ele ficou algemado durante a ação, que durou entre 20 e 30 minutos.

Na sequência, de 20 a 25 bandidos chegaram ao local em três lanchas, que ficaram atracadas no píer. Trata-se do quinto ataque desse gênero desde 2009, quando barcos também foram utilizados para a chegada e a fuga de criminosos. O último ataque aconteceu há oito meses, segundo a PM. Mas é a primeira vez que o alvo são caixas eletrônicos - dois deles a 20 metros da base policial. Anteriormente, os bandidos miravam butiques de luxo, que reforçaram a segurança.

Parte do bando abandonou o carro atravessado na Praça Coronel Julião, a principal do centro, e ateou fogo para dificultar a chegada da polícia. A Zafira havia sido furtada em abril no Guarujá, Baixada Santista. Depois, o bando se dividiu em dois grupos. Um deles ficou responsável pelos caixas do Bradesco, de onde levaram R$ 105 mil. O outro grupo explodiu três da CEF. Na fuga, esqueceram R$ 8 mil na CEF e R$ 400 no Bradesco.

Morte de perto. Durante a ação, um casal que passava pelo local foi dominado e obrigado a voltar para casa. Já o segurança Alessandro Lopes Meleiro, de 40 anos, estava de serviço em um hotel a alguns metros do centro, quando ouviu o estrondo das dinamites e resolver verificar, de carro, o que acontecia. "Achei que tinha acontecido algum acidente, pois vi um carro em chamas. Só depois percebi vários homens armados em volta do meu carro gritando ‘vaza, vaza’. Dei ré e pensei em correr até a base da PM, mas lá também estava cheio de bandidos", disse.

Acuado, saiu em alta velocidade e teve o carro metralhado pelos bandidos. Tiros acertaram o para-brisa e o retrovisor, e um estilhaço atingiu sua cabeça, próximo dos olhos. Mesmo ferido e com um pneu estourado, Meleiro conseguiu fugir.

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