DENNY CESARE/CÓDIGO19
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Quadrilha faz assalto milionário a carro-forte em Campinas

Armados com fuzis, dez homens invadiram transportadora de valores; na fuga, incendiaram carro para bloquear estrada

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

05 de março de 2015 | 08h39

Atualizada às 19h59

SÃO PAULO - Criminosos fortemente armados invadiram uma transportadora de valores, renderam funcionários e realizaram um assalto milionário a um carro-forte que descarregava no local na noite desta quarta-feira, 4, em Campinas, no interior de São Paulo. A estimativa preliminar é de que a soma dos malotes roubados seja de R$ 7 milhões - mas o cálculo do valor final ainda não havia sido repassado à Polícia Civil até a noite desta quinta-feira, 5.

Formada por cerca de dez pessoas, a quadrilha aproveitou para atacar no momento em que um carro-forte da transportadora Prosegur entrava no centro de distribuição de outra empresa, a Protege, na Rua Arnaldo Barreto, no bairro de São Bernardo. Às 20h50, os bandidos usaram um Fiat Fiorino para arrebentar o portão da empresa - que depois foi abandonado no local. Outros dois carros ficaram do lado de fora, para dar cobertura aos criminosos.


Os assaltantes desceram do carro e surpreenderam os seguranças que descarregavam o dinheiro com vários disparos de artilharia pesada. As balas atingiram a guarita, as paredes do prédio e dois carros-fortes: um deles era o alvo da ação e o outro estava estacionado no pátio.

Depois de renderem os vigilantes, os criminosos roubaram as maletas de dinheiro e fugiram em direção à Rodovia Anhanguera. Durante a fuga, os criminosos ainda incendiaram um Volkswagen Voyage, com a placa clonada, para bloquear o acesso à pista marginal da rodovia e dificultar que fossem perseguidos.

No pátio da empresa, a polícia encontrou cápsulas de 5,56 mm e 7,62 mm, de fuzil, .50, o calibre mais poderoso de metralhadora, 9 mm, de submetralhadora, e calibre 12, de espingarda. Apesar do ataque, a Polícia Militar afirma que não houve feridos. Até ontem, ninguém havia sido preso.

Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas, responsáveis por investigar o caso, analisam as imagens do circuito interno de segurança para tentar chegar até os criminosos. “Todos estavam encapuzados, mas há outras informações que podem nos ajudar a identificá-los”, afirmou o delegado Kleber Altale, diretor do Deinter-2.

Em nota, a Prosegur informou que a equipe de vigilantes da companhia passa bem. Também disse estar à disposição das autoridades policiais “para ajudar nas investigações, com o objetivo de identificar, o quanto antes, os responsáveis pelo ato criminoso”. 

Rota de fuga. A região de Campinas é conhecida entre empresas de transporte e de escolta como “Triângulo das Bermudas” das cargas milionárias, por ser foco de quadrilhas especializadas. As rodovias facilitam a fuga de criminosos.

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