Quadrilha faz arrastão na Pamplona

Após invadirem prédio, ameaçarem cortar dedo de aposentada e fazerem moradores andar de joelhos, bandidos roubaram de joias a malas

Elvis Pereira, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2010 | 00h00

Quatro criminosos aterrorizaram e humilharam na noite de anteontem moradores do Prédio Tamoyo, na Rua Pamplona. Eles ameaçaram cortar com uma tesoura o dedo de uma senhora de 69 anos e obrigaram outra vítima a andar de joelhos pelo apartamento. O bando roubou euros, dólares, celulares, notebooks, joias, roupas, tênis, máquinas fotográficas e malas. Nenhum dos ladrões foi preso.

Anteontem, dois policiais militares à paisana reagiram a um assalto e mataram um ladrão na mesma rua. No dia 21, ainda na Pamplona, um PM morreu ao tentar impedir um assalto.

Os assaltantes invadiram o prédio por volta das 21h30 em um New Beetle prata. Eles pararam atrás do veículo de um morador que acabara de chegar. Questionados pelo porteiro, citaram o nome de uma moradora, entraram e esconderam-se na garagem. O engenheiro F.A., de 32 anos, foi a primeira vítima. Ele desceu do elevador na garagem para levar o cachorro para passear e foi abordado.

Depois, foi obrigado a ir ao apartamento, no 9.º andar, e abrir o cofre, no qual havia dinheiro e joias. "Eles pegaram uma tesoura e ameaçaram cortar meu dedo se não revelasse onde moravam os mais ricos", contou o engenheiro. A mãe dele, de 69 anos, que estava no apartamento, recebeu a mesma ameaça. Após recolherem os pertences, os ladrões trancaram as vítimas num cômodo da garagem.

Pouco depois, outro criminoso abordou o administrador de empresas A.M., de 33 anos, que subia pela escada para o 1.º andar, onde o amigo A.S.L., de 44, o aguardava. O administrador foi levado à sala da garagem. Outro ladrão foi ao apartamento de A.

Como esperava o amigo, deixara a porta aberta. O ladrão chegou e o obrigou a ir de joelhos até o corredor. No imóvel, havia mais uma vítima, um homem de 52 anos. Os ladrões reviraram o apartamento e colocaram os objetos roubados em malas. Depois, obrigaram os reféns a carregá-las até a sala de máquinas e colocá-las no New Beetle. Nesse intervalo, dominaram outro porteiro que chegara para a troca de turno. Depois, fugiram.

Como o prédio não dispõe de câmeras, a ação não foi registrada. "Isso deve dificultar as investigações", observou o delegado José Matallo Neto, do 5.º DP (Aclimação).

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