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Quadrilha faz arrastão em prédio da Aclimação

Alvo dos bandidos que se passaram por policiais era uma comerciante coreana, mas eles aproveitaram para roubar outros quatro apartamentos

Josmar Jozino, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2010 | 00h00

Dez homens armados com pistolas e metralhadoras se passaram ontem por policiais civis e usaram um veículo com sirene para render o motorista de uma comerciante coreana do Bom Retiro e invadir o prédio onde ela mora, na Aclimação, na zona sul da capital.

Os ladrões, porém, não roubaram só o apartamento dela. Entraram em outras quatro residências e levaram joias, dinheiro e um carro.

Um porteiro que não quis se identificar disse pelo interfone que os bandidos fizeram pelo menos dez reféns, entre moradores e funcionários do prédio, que foram levados ao segundo subsolo. Uma moradora chegou a ser agredida. Até a noite de ontem, nenhum assaltante havia sido preso. Este foi o 12.º arrastão do ano a condomínios na capital.

Abordagem. De acordo com a Polícia Civil, o motorista estava com uma menina de 15 anos, filha da comerciante, quando foi rendido pelos criminosos a quatro quarteirões do edifício, que fica na Rua Safira. O funcionário da coreana dirigia um Hyundai I-30 e estava levando a menina para uma escola na Liberdade. Um Toyota Corolla preto com sirene aproximou-se do veículo e fez sinal para que estacionasse.

Quatro homens se apresentaram como policiais e disseram que estavam realizando uma investigação para a patroa dele e precisavam ir ao prédio da família. Segundo a polícia, o motorista a princípio acreditou na versão e deixou três homens entrarem no carro.

Rotina conhecida. O motorista, a estudante e os três homens voltaram ao edifício e entraram pelo portão da garagem sem chamar a atenção do porteiro. Atrás do Hyundai entraram o Corolla e uma caminhonete. Os ladrões conheciam a rotina da coreana. Sabiam onde era a vaga na garagem dos carros da família e que o motorista dela só estacionava o veículo de ré no local.

O Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) apura o caso. O prédio tem 23 andares e um apartamento por andar. As câmeras de vigilância do edifício filmaram o assalto. O Deic vai analisar as imagens.

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