Reprodução
Reprodução

Quadrilha explode carro-forte, mata vigia e atira em PMs em rodovia de SP

Carros cercaram veículo da Protege na Dom Pedro I e fugiram com dinheiro; motoristas que trafegavam na pista tiveram de buscar abrigo

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2016 | 23h45
Atualizado 13 Dezembro 2016 | 12h33

SÃO PAULO - Um assalto a um carro-forte da empresa Protege deixou um vigilante morto no começo da noite desta segunda-feira, 12, entre as cidades de Itatiba e Atibaia, no interior de São Paulo. A quadrilha, armada com fuzis, deixou o veículo destruído e fugiu deixando um rastro de cédulas no local do ataque. A identidade da vítima e a quantidade de dinheiro levado não foram reveladas. A polícia busca os criminosos responsáveis pelo roubo.

De acordo com informações da Polícia Militar, quatro veículos cercaram o carro-forte na Rodovia Dom Pedro I (SP-065) por volta das 19h20 e os criminosos atacaram os vigilantes; um deles morreu na hora após ser atingido no tórax. Imagens mostram a estrutura do veículo danificada; explosões teriam feito com que o carro perdesse o seu teto. 

Gravações de testemunhas no momento do ataque mostram o momento em que os criminosos trocam tiros com policiais e fogem. Veículos que trafegavam na rodovia foram obrigados a parar no acostamento e os condutores buscaram abrigo. 

Horas depois, dois carros usados pelo bando foram encontrados incendiados no bairro Pedreira, em Atibaia. Até as 23 horas desta segunda, ninguém havia sido preso pelo ataque.

Em nota, a Protege lamentou a morte do vigilante na ação criminosa. "A empresa informa que está prestando toda a assistência necessária aos funcionários e aos familiares da vítima", disse a transportadora de valores. " A Protege esclarece ainda que está colaborando com as autoridades nas investigações em curso e tem como política de segurança não comentar sobre valores transportados em carros-fortes."

Recorrência. Um carro-forte da mesma empresa já havia sido alvo de um ataque com características similares em 4 de março deste ano. O veículo foi cercado e bandidos usaram explosivos para acessar os malotes de dinheiro no seu interior. Na oportunidade, ninguém ficou ferido e não houve prisões relacionadas ao crime. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.