Quadrilha de clonagem de cartões é detida

A polícia agora quer levantar se existem outros comerciantes que estariam levando parte do que os bandidos ganham com a clonagem permitindo a instalação dos "chupa-cabras" em seus terminais de compra

EFE

14 Fevereiro 2009 | 02h28

Uma quadrilha formada por empresários e comerciantes, todos moradores de Araras (SP), no interior do estado, foi detida, nesta sexta-feira, 13, por agentes da equipe 5 do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) da Delegacia Seccional de Guarulhos, região leste da Grande São Paulo. No final da manhã, em diligência pela Rodovia Presidente Dutra, próximo ao Shopping Internacional, os policiais, sob o comando do delegado Douglas Dias Torres, abordaram Edson Silva Melo, de 31 anos, que estava ao volante de um Ford EcoSport. Com o suspeito, que mora em Araras, a 174 quilômetros da capital, e era procurado por não pagar pensão alimentícia, os investigadores encontraram dois leitores de cartão magnético - conhecidos como "chupa-cabra", pequena peça colocada em terminais de compra com o objetivo de furtar dados dos cartões e assim permitir a clonagem. Detido, o rapaz passou algumas informações que levaram os policiais até o interior. Lá, até as 19h, em três residências, foram detidos outros três integrantes da quadrilha: Jessé Roberto Tomaz, de 31 anos, que já tem passagem por estelionato e receptação; Lauri Rodrigues, 24, com passagens por tráfico e estelionato; e Rosimeire Regina Fenina, 41, já autuada anteriormente pelo mesmo crime de estelionato. Com o trio, dono de casas de luxo e lojas de informática e anabolizantes, os policiais apreenderam duas CPUs e notebooks. A polícia agora quer levantar se existem outros comerciantes que estariam levando parte do que os bandidos ganham com a clonagem permitindo a instalação dos "chupa-cabras" em seus terminais de compra. A Polícia Civil já pediu o sequestro dos bens da quadrilha, que atuava e Araras e na cidade de São Paulo. Os acusados, que serão encaminhados ao 01º Distrito Policial de Guarulhos e depois transferidos para algum Centro de Detenção Provisória (CDP), foram autuados por estelionato e formação de quadrilha.

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