PUC não vai mais abrigar instituto contemporâneo

Decisão ocorre depois de presidente do IAC anunciar sua saída do comando por causa de[br]desavenças internas

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2011 | 00h00

A PUC não vai mais abrigar o Instituto de Arte Contemporânea (IAC), como afirmou o chefe do gabinete da reitoria da universidade católica, Claudio José Langroiva. A decisão ocorreu ontem, quando a Fundação São Paulo, mantenedora da PUC, recebeu a notícia de que o advogado Pedro Mastrobuono resolveu deixar a presidência do IAC.

A instituição está sem sede desde que a USP se negou, neste ano, a renovar o contrato de comodato com a entidade. Desde 2006, o IAC estava abrigado na Rua Maria Antonia. A PUC havia iniciado, em abril, negociações para fechar contrato de comodato com o IAC e oferecer à instituição espaço na Avenida Nazaré.

Toda a interlocução foi feita com Pedro Mastrobuono, que assumiu a presidência do IAC em agosto e decidiu sair do cargo agora porque foi "desautorizado". Segundo ele, pessoas da instituição questionaram a realização de contrato com a PUC e, além disso, dois diretores do IAC, Hector Babenco e Silvio Meyerhof, convocaram assembleia para a próxima terça-feira sem sua autorização.

Para lembrar

Órgão foi criado em 1997

O Instituto de Arte Contemporânea (IAC) foi criado como instituição sem fins lucrativos em 1997 pela marchande Raquel Arnaud para ser um centro de referência e divulgação da obra dos artistas Amilcar de Castro, Mira Schendel, Sergio Camargo e Willys de Castro e ainda abrigar exposições temporárias.

Por meio de comodato com a USP, a instituição abriu suas portas em 2006 em prédio da universidade na Rua Maria Antonia.

Mas uma denúncia no ano passado do Sindicato dos Artistas sobre as operações do IAC e uma investigação do Ministério Público Estadual levaram a USP a encerrar a parceria. Desde então, o Instituto de Arte Contemporânea está sem sede e suas atividades foram encerradas.

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