Público-privado, parceria incerta

A concessão urbanística prevista no Plano Diretor de São Paulo e aprovada no ano passado ainda não decolou. Até agora, foi aprovado em licitação o projeto para a reconversão urbana da Nova Luz, que será desenvolvido por um consórcio de empresas. Sua implementação, entretanto, segue incerta em meio a controvérsias jurídicas sobre a transferência da faculdade de desapropriação pelo poder público para a iniciativa privada. Embora possa parecer "terceirização" de atribuição da Prefeitura, há que se ver uma oportunidade para implementar uma parceria público-privada.

Análise: Laura Valente e Bruna Cerqueira, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2010 | 00h00

Outras cidades mundo afora, que têm mais facilidade para lidar com a relação entre público e privado, oferecem áreas para lazer, cultura e ativação econômica, resgatando espaços. Em Londres, a Olimpíada de 2012 é usada como catalisadora para um projeto de regeneração do Lower Lea Valley. Estima-se que serão construídas 35 mil moradias e criados 50 mil empregos. Um exemplo ao qual cidades brasileiras que serão a sede de grandes eventos em 2014 e 2016 podem ficar atentas.

É DIRETORA DA ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL GOVERNOS LOCAIS PELA SUSTENTABILIDADE PARA AMÉRICA LATINA (ICLEI) NO BRASIL

É ASSISTENTE DE PROJETOS DO ICLEI

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