Público poderá ver trabalho de recuperação

A exemplo do painel de Di Cavalcanti no Teatro de Cultura Artística, o restauro do painel Abstrato, de Candido Portinari na Galeria Califórnia, será aberto à visitação desde o início das obras.

O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2011 | 06h04

O projeto de restauro foi encaminhado há 15 dias aos órgãos do patrimônio de Estado e Município e a expectativa da União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo (Uniesp) - que comprou o subsolo da Galeria em 2008 - é iniciar obras até o fim do ano. "Queremos inaugurar o painel em 2013, com subsolo refeito", afirma o presidente da Uniesp, Fernando Costa.

Além do restaurar o painel, a universidade construirá um centro de eventos no subsolo. Haverá auditório com 385 lugares e foyer de 360 m². A obra toda custará R$ 5,6 milhões. "Mas a reestruturação começará pelo restauro do painel", disse Costa.

Problemas. Hoje, a obra de Portinari está degradada, com lacunas recobertas por cimento, parafusos e placas, e uma grande área, onde fica a rampa, coberta por azulejos pretos - o correto seriam pastilhas cinza-claro. Há também pontos com excesso de argamassa e pastilhas de cores que alteram o original. O painel é tombado pelo Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Histórico de São Paulo (Conpresp) desde 1992.

Para os pesquisadores envolvidos no futuro restauro, o painel tem de ser "devolvido" à cidade. "É uma obra importante que está escondida. Com o restauro aberto, a cidade olhará novamente para ele", disse a produtora cultural Ana Maria Xavier, coordenadora do projeto. "Também haverá melhorias na iluminação do painel, porque hoje nem mesmo quem passa pela galeria todo dia consegue notá-lo." / V.H.B.

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