Publicitário e mulher acusados pela morte de zelador participam da reconstituição do crime

A Polícia Civil decidiu fazer uma acareação entre os dois depois de encontrar divergências entre as versões do casal

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

11 de junho de 2014 | 20h41

SÃO PAULO - A Polícia Civil decidiu fazer uma acareação nesta quarta-feira, 11, entre o publicitário Eduardo Martins e sua mulher, a advogada Ieda Cristina Martins, depois de encontrar  divergências entre versões do casal na reconstituição da  morte do zelador Jezi Lopes.  

Ambos participaram da reconstituição do crime no apartamento do casal na Casa Verde, zona norte de São Paulo, das 11h às 16h desta quarta.  Moradores hostilizaram a chegada dos dois no edifício, com gritos de "assassinos".

Martins confessou que matou a vítima, mas alega que a morte foi acidental. Ele teria matado o zelador quando o funcionário bateu a cabeça na porta. Depois, carregou o corpo em um mala até uma casa do seu pai em Praia Grande, no litoral norte, onde acabou sendo preso em flagrante, enquanto colocava pedaços do cadáver na churrasqueira para queimá-los. 

A advogada negou à polícia que soubesse do que estava acontecendo no dia do crime. Durante a reconstituição, foi usado um boneco com o peso do zelador para simular o transporte. O marido confirmou que ela não sabia o que estava dentro da mala. A polícia, no entanto, não se convenceu. 

O casal está preso temporariamente - ele pela morte do zelador e ela pela do ex-marido, morto em 2005. O primeiro assassinato ocorreu no Rio de Janeiro e sua investigação tomou novo rumo após a polícia encontrar uma arma na casa dos dois. Com isso, a advogada teve a prisão temporária decretada no sábado. 

A reconstituição teve a participação da polícia de São Paulo e da seccional de São Vicente, no litoral. Um perito também acompanhou os trabalhos, feitos somente na capital por enquanto. 

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