Publicitário desce de carro minutos antes de acidentes

Antes de se envolver em uma série de acidentes que levaram à morte de uma pessoa, na madrugada de sexta-feira passada, o estudante Felipe de Lorena Infante Arenzon, de 19 anos, que pilotava um Camaro de R$ 200 mil, havia dado carona a um amigo que pediu para saltar do carro.

PAULO SAMPAIO, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2011 | 03h04

Os dois saíram da danceteria Villa Country, na Barra Funda, por volta das 6h, e Arenzon deixou o amigo - um publicitário de 25 anos - na frente do shopping West Plaza, a cerca de 150 metros dali. O publicitário preferiu pegar um táxi.

Felipe colidiu com quatro carros, atropelou duas pessoas e parou só no Limão, na zona norte, após bater na Towner de Edson Aparecido Domingues.

Segundo conhecidos, o publicitário havia ido à danceteria com um amigo comum de Arenzon, que "ficou" com uma garota e saiu com ela do lugar. Ele, então, pegou carona.

Assustado com o comportamento do estudante, que estava muito embriagado e sem controle do carro, o publicitário disse: "Ou você me deixa dirigir, ou saio do carro." Arenzon parou para que ele saltasse.

O publicitário só soube do ocorrido por volta das 11h da manhã, quando ligaram para saber se ele estava bem.

A fiança de R$ 245 mil que colocou Arenzon em liberdade foi paga pelo pai, Milton Arenzon, vereador pelo PMDB em Embu das Artes. Ontem, Milton do Rancho, como é conhecido, não compareceu à sessão na Câmara. Seu assessor não soube informar onde ele estava.

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