Publicitária cita 'alívio' ao falar sobre prisão de pai e avô

Eles são acusados de contratar PM para, vestido de Papai Noel, assassinar a garota; herança seria motivo

da Redação, estadao.com.br

12 de agosto de 2008 | 16h40

Sete anos depois de ter sofrido um grave atentado, que só foi psicologicamente superado após sete cirurgias para apagar as cicatrizes, e a condenação do homem que, vestido de Papai Noel, atirou contra ela, a publicitária Renata Guimarães Archilla, de 28 anos, usa uma palavra para descrever o que está sentindo com a prisão de seus pai e do avô: 'alívio'. Eles são acusados de serem os mandantes do atentado.   Polícia prende pai e avô de garota atacada por Papai Noel   Os empresários Nicolau Archilla Galan, de 81 anos, e Renato Grembecky Archilla, de 49 anos, pai e filho respectivamente, foram presos na madrugada desta terça-feira, 12, nos Jardins, na zona sul da cidade, acusados de planejar e contratar um policial militar para assassinar a publicitária Renata Guimarães Archilla, em 2001. O caso ficou conhecido como o Crime do Papai Noel, pois o executor atacou a vítima fantasiado de Papai Noel.   Segundo a publicitária, que atualmente mora em Santa Catarina, assistir à prisão deles é a prova de que "existe justiça no nosso País". Foram anos de tratamento para reconstruir sua boca. Sete operações depois, ela guarda pequenas seqüelas do atentado sofrido em 17 de dezembro de 2001. A jovem estava num sinal do Brooklin, zona sul, quando um atirador vestido de Papai Noel fez quatro disparos de balas dundum, explosivas - três acertaram sua boca e o outro, o pulso esquerdo.   Acusado pelos disparos, o policial militar José Benedito da Silva foi condenado duas vezes - a última em julho de 2006, a 13 anos e 4 meses de prisão. Para o promotor Roberto Tardelli, o crime foi encomendado pelo avô paterno de Renata, Nicolau Archilla Galan, para evitar o pagamento de pensão à jovem. Nicolau e o filho alegam inocência.   A última etapa do tratamento de Renata começou em fevereiro de 2006, quando a empresária Rosângela Lyra leu no Estado sobre seu drama. Ela chorou. Depois, pediu ao marido, especialista requisitado em implantes, que tratasse Renata sem cobrar. Foi quando o dentista Laércio Vasconcelos iniciou as sessões ainda naquele mês.   (Com informações de Laura Diniz - O Estado de S. Paulo)

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