PT discute futuro de deputado suspeito de lavar dinheiro para PCC

Executiva estadual do partido se reuniu nesta quarta-feira, após 'Estado' revelar detalhes sobre investigação contra Luiz Moura

Bruno Ribeiro e Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

30 Julho 2014 | 17h43

SÃO PAULO - Membros da executiva estadual do Partido dos Trabalhadores se reuniram na tarde desta quarta-feira, 30, para discutir o futuro do deputado estadual Luiz Moura. Ele está suspenso do partido desde o dia 2 julho, após ser flagrado por policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), no dia 17 de março, em uma reunião com perueiros suspeitos de integrarem o PCC. Os deputados debatem a expulsão do deputado do partido. 

O PT tentou impedir a candidatura de Moura ao cargo de deputado federal, mas ele conseguiu reverter a situação na Justiça e, atualmente, se diz "candidatíssimo". Também nesta quarta-feira, o deputado conseguiu na Justiça o que seus advogados consideram ser "uma vitória". O Tribunal de Justiça negou o pedido do PT de suspender a liminar que possibilita a candidatura de Moura. Assim, ele continua candidato.

A situação do deputado, que é irmão do vereador Senival Moura (PT), preocupa cada vez mais o partido. Como o Estado revelou em reportagem publicada na tarde desta terça-feira, o petista é citado em uma investigação coordenada pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, entre uma lista de suspeitos de lavar dinheiro para integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). 

Moura se diz inocente em relação a todas as suspeitas, afirma que já pediu para ser investigado pelo Ministério Público e que não é mais sócio das empresas de transporte Happy Play e Transcooper, citadas na investigação do Ministério Público. O deputado também alega que nunca foi convocado pelo órgão para prestar qualquer tipo de esclarecimento.

A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo pediu autorização do Tribunal de Justiça (TJ) para investigar Moura que, por ser deputado, tem foro privilegiado. A Justiça concedeu prazo para o deputado se defender antes de dar ou não o aval à Procuradoria.

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