Psiquiatra deve ajudar a explicar morte em família, diz polícia

Mãe que teria matado filho e a namorada, antes de se suicidar, fazia tratamento e tomava remédios, segundo pai

MÔNICA REOLOM , RICARDO BRANDT / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

09 Março 2014 | 02h05

A polícia quer ouvir o psiquiatra da médica Elaine Moreira Munhoz, de 56 anos, suspeita de matar o filho Giuliano Landini, de 25, e a namorada dele, Mariana Marques Rodella, de 25, e em seguida se suicidar. O crime ocorreu anteontem, no apartamento da família na City Lapa.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Daniel Cohen, do 91° DP (Ceagesp), ouvir o médico que atendia Elaine é essencial para entender o que a levou a assassinar o casal e, depois, a se matar.

O marido da pediatra, Alexandre Landini, prestou depoimento à polícia anteontem e afirmou que a mulher estava com depressão desde o fim do ano passado. Segundo ele, Elaine já havia feito algumas sessões de análise e estava sendo medicada. A polícia informou ontem que os trabalhos serão retomados amanhã, quando o psiquiatra poderá ser ouvido.

Enterro. O corpo da estudante de Medicina Mariana Rodella foi velado ontem pela manhã na Igreja Santa Teresa, em São José do Rio Pardo, interior paulista. A vítima era sobrinha do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Luiz Campbell Marques e filha de médicos do interior. A família pediu para que a imprensa não acompanhasse o velório e não divulgou o horário nem o local em que ocorreria o enterro.

Às 17 horas, cerca de 150 pessoas acompanharam o enterro de Elaine Munhoz e Giuliano Landini no Cemitério do Morumbi, na zona sul de São Paulo. Alexandre Landini teve de ser amparado por um amigo, enquanto seguia o cortejo. O pai ficou de cabeça baixa durante a cerimônia e chorou quando os caixões foram enterrados.

A maioria dos presentes se mostrava triste com a situação. A imprensa foi barrada na porta do cemitério e teve de acompanhar o enterro de longe.

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