PSDB promete manter recursos contra IPTU na Justiça

Autores da ação analisada nesta quarta, 26, Fiesp e Ciesp ainda consideram a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

26 Novembro 2014 | 22h38

Um dos líderes da oposição à gestão petista na Câmara, o vereador Andrea Matarazzo (PSDB) afirmou que seu partido vai seguir lutando contra o aumento na Justiça. “O cidadão paulistano não está preparado para ser onerado com mais um abusivo aumento de tributo em 2015”, afirmou o tucano. 

Ricardo Young, líder do PPS, também considera o aumento abusivo. Ele acha que, mesmo após a Justiça autorizar o aumento, Haddad deveria adotar apenas a reposição inflacionária em 2015. 

Autores da ação analisada nesta quarta, 26, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) ainda consideram a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, devem avaliar antes o novo projeto que será enviada à Câmara, sem aumento retroativo.

Para Fiesp e Ciesp, o aumento do IPTU viola os princípios da razoabilidade e da moralidade, por ser superior ao crescimento da economia. “Não vamos aceitar aumento de impostos por parte dos governos municipais, estadual e federal”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Na base. Já na bancada do PT na Câmara Municipal a comemoração foi discreta, após a liberação do aumento. Presidente do diretório municipal do partido e cotado para ser presidente do Legislativo no biênio 2015-2016, o vereador Paulo Fiorilo (PT) defendeu que não seja feita a cobrança retroativa do imposto. “Nós precisamos, sim, fazer a devolução do dinheiro de quem já deveria estar pagando menos neste ano, que são cerca de 400 mil contribuintes”, argumentou. 

Líder do PT, Alfredinho também disse que a bancada não votará reajustes retroativos. “Só o cidadão que deveria ter pago imposto menor que será beneficiado com descontos em 2015.”

Mais conteúdo sobre:
IPTU

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.