Prova do Enem poderá ter questões em francês

O Ministério da Educação (MEC) planeja ampliar o reconhecimento do diploma de estudantes que fizeram graduação na França. A informação foi dada ontem pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante o Diálogo de Alto Nível Brasil-França, que teve a presença do presidente François Hollande. Mercadante aproveitou ainda para dizer que se estuda a introdução de francês e de outras línguas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2013 | 02h03

Foram assinados acordos na área de ensino entre os dois países, como o que prevê o aumento do número de bolsistas do Ciência sem Fronteiras. Serão 500 brasileiros no próximo ano e até mais 500 mestrandos em 2015 no país europeu. Já o governo brasileiro assinou memorando que cria um programa de intercâmbio para cientistas e professores experientes na universidade francesa Sorbonne.

A facilitação do reconhecimento de diplomas obtidos na França terá, segundo o ministro, foco na área de Engenharia. Para iniciar o processo, a ideia é criar uma comissão da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) para discutir o assunto com as universidades europeias.

Hoje, a validação ocorre na maioria das vezes com auxílio de faculdades públicas, que cobram apenas uma taxa para os trâmites legais. Conforme o Conselho Nacional de Educação (CNE), há um prazo de seis meses para a resposta do pedido e, em seguida, o documento é submetido à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Enem. Conforme Mercadante, o MEC estuda incluir outras línguas como opção na prova do Enem. Atualmente, estão disponíveis provas em português e espanhol Mas seria possível exames ainda em mandarim ou alemão, por exemplo. "Basta um volume significativo de estudante", afirmou à Agência Brasil.

O formato da atual prova de Linguagens e Códigos do Enem foi definido em 2010. O objetivo é avaliar a competência de leitura de texto, ou seja, o entendimento. Segundo especialistas, trata-se de uma habilidade indispensável para entrar em uma faculdade e compreender um artigo ou uma revista em língua estrangeira.

Caso se mantenha o modelo visto neste ano, serão usadas cinco questões. As perguntas são na língua estrangeira, com as alternativas em português.

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