Protesto silencioso marca 1 ano de acidente em Congonhas

Em 17 de julho do ano passado, avião da TAM varou pista, bateu em prédio e causou a morte de 199 pessoas

Camilla Haddad, Jornal da Tarde

17 de julho de 2008 | 07h59

cerca de 500 pessoas vão participar no final da tarde desta quinta-feira de um ato religioso no terreno onde ficavam o prédio da TAM Express e um posto de gasolina, atingidos pela aeronave que atravessou a pista de Congonhas, em 17 de julho do ano passado. A cerimônia será interrompida às 18h51 - horário da explosão - para um minuto de silêncio. Veja tambémUm ano após tragédia, aviação vive 'calamidade silenciosa'Aeronáutica ainda não finalizou relatório sobre o vôo 3054Vôo 3054: o que se sabe um ano depois  As histórias por trás das vítimas do vôo 3054 Tudo sobre o acidente com o vôo 3054   O ponto de encontro dos parentes e amigos das vítimas será o saguão do aeroporto, onde prometem fazer um ato às 17 horas. Depois devem cruzar a Avenida Washington Luís em direção ao local do acidente, um enorme pátio vazio, cercado por tapumes azuis. O prefeito Gilberto Kassab prometeu construir, neste ano, uma praça em homenagem às vítimas do vôo 3054. Mas a Prefeitura ainda não desapropriou os quatro imóveis que permaneceram de pé ou o posto de gasolina. E as famílias discordam sobre a praça: preferem um memorial. O culto começará com o hasteamento da bandeira do Brasil e a execução do hino nacional. "A bandeira deve permanecer no terreno, que para nós é sagrado, simbolizando a pedra fundamental do memorial", disse o consultor de empresas Christophe Haddad - que perdeu a filha Rebeca, de14 anos. Haddad é um dos representantes da associação dos familiares e amigos das vítimas do vôo JJ-3054 (Afavitam), que planejou uma série de eventos até domingo, e reuniões com autoridades que investigam o caso.

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