Protesto pede paz no trânsito e lei mais dura

Manifestantes fazem caminhada e lançam coleta de assinaturas para enviar projeto ao Congresso

RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2011 | 03h03

Cerca de 150 manifestantes se reuniram na manhã de ontem no Alto de Pinheiros, zona oeste, para protestar contra a impunidade e a violência no trânsito. O grupo aproveitou para lançar campanha de coleta de assinaturas para apresentar ao Congresso um projeto de lei que aumente punições para quem bebe e dirige.

Os participantes marcharam em silêncio em homenagem a vítimas de atropelamentos. "Um homem dirigia embriagado a mais de 100 km/h e matou minha mãe e minha irmã. Mesmo assim, pagou fiança e está em casa. Precisamos mudar isso", diz Rafael Baltresca (veja abaixo).

"É impossível exigir que todo mundo parado em blitz faça teste do bafômetro, pois a Constituição diz que ninguém pode ser obrigado a produzir prova contra si", explica o presidente da Comissão de Trânsito da OAB - SP, Marcelo Januzzi. "Mas legistas da Polícia Civil podem acompanhar as blitze e testar equilíbrio e reflexos para verificar se a pessoa está embriagada."

Outra proposta é aumentar a pena para quem dirige bêbado e mata. "Queremos modificar o Código Penal e inserir pena específica de 5 a 8 anos", diz Januzzi. São necessárias 1,3 milhões de assinaturas. Adesões pelo site www.naofoiacidente.com.br.

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