Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Protesto no Morumbi tem explosão e seis feridos

Cerca de 150 pessoas participaram do ato por moradia, que começou às 7h e interditou uma avenida importante por quase oito horas; duas tiveram ferimentos graves

Artur Rodrigues, O Estado de S. Paulo

07 de outubro de 2013 | 16h00

SÃO PAULO - Um protesto de moradores na região do Morumbi, zona sul de São Paulo, na manhã desta segunda-feira, 7, interditou a Avenida Doutor Luiz Migliano por cerca de oito horas e terminou com seis pessoas feridas na explosão de um furgão, usado para reforçar uma barricada. Até as 15h30, três pessoas, sendo uma criança de 11 anos, seguiam internadas no Hospital Municipal do Campo Limpo com fraturas expostas e queimaduras.

O ato começou às 7h, segundo a Polícia Militar, e reuniu cerca de 150 pessoas da Vila Praia, Jardim Olaria e Viela da Paz. Os moradores da Vila Praia cobravam a volta do auxílio-aluguel de R$ 400 recebido da Prefeitura, atrasado desde setembro. Eles são contemplados com o benefício desde 2010, quando um incêndio os obrigou a deixar moradias precárias instaladas na área.

A manifestação terminou por volta das 13h, quando a secretaria municipal de Habitação informou que voltaria a pagar o auxílio-aluguel entre esta quinta e sexta-feira, 11. O trânsito, no entanto, só foi liberado às 15h10, informou a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Às 15h30 os bombeiros continuavam trabalhando, por conta das barricadas feitas ateando-se fogo em pneus, lixo e madeira.

Acidente. Em meio ao protesto, os presentes resolveram arrastar um Fiat Fiorino abandonado para a barricada, por volta das 8h. O veículo,abandonado há mais de um ano no local, tinha um tanque de Gás Natural Veicular (GNV) e acabou explodindo, lançando estilhaços em que estava próximo. A explosão, de alto impacto, lançou partes do veículo a mais de 100 metros, quebrou vidros e causou rachaduras em casas.

Duas pessoas foram atingidas com maior gravidade e, até as 15h30, seguiam internadas no Hospital Campo Limpo: um garoto de 11 anos, que teve fratura exposta na perna e o pulmão perfurados por fragmentos do veículo; e Edson Pereira da Silva, de 36 anos, com fratura exposta em um dos braços e queimadura. Eles não correm risco de morte, mas passariam por cirurgia.

Arnaldo Ribeiro, de 33 anos, também pintor, teve a perna cortada e queimadura no rosto, mas deve receber alta nesta tarde. As outras três vítimas que passaram pelo hospital, com ferimentos leves, já foram liberadas.

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