Protesto na Favela do Moinho bloqueia ramal da CPTM

Moradores jogaram a carcaça de um carro na linha de trem; circulação parou no trecho durante 1 hora, no começo da noite

O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2012 | 03h03

Um protesto dos moradores da Favela do Moinho interrompeu a circulação dos trens da Linha 8-Diamante da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) durante uma hora, no começo da noite de ontem. Os moradores jogaram a carcaça de um carro na via férrea, paralisando o ramal.

O protesto durou cerca de dez minutos, segundo a inspetora Lindamir Magalhães, da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Guardas-civis negociaram com os manifestantes a retirada do veículo. "Conversamos com eles e eles entenderam. Se comprometeram a não fazer mais nenhum protesto hoje (ontem à noite)", disse a inspetora, que afirmou também que a manifestação foi pacífica e que não houve prisões nem feridos.

A CPTM informou que a circulação foi interrompida às 20 horas, por causa da invasão da linha. Mas, só às 21 horas, depois que a carcaça de carro foi retirada da via, é que a circulação foi normalizada. Nesse período, o trecho entre as Estações Júlio Prestes e Palmeiras-Barra Funda ficou fechado. No restante da linha, a circulação permaneceu normal.

Os passageiros afetados tiveram de descer dos trens na Barra Funda e se dirigir ao centro pela Linha 7-Rubi, que para na Estação da Luz (a Linha 8 vai até a Júlio Prestes). Quem já estava na Júlio Prestes foi orientado a andar até a Luz (a cerca de 500 metros) para seguir viagem.

Reconstrução. Ainda segundo a GCM, o protesto começou porque parte dos moradores quis recomeçar a reconstrução da favela ainda ontem. Durante a manhã, um grupo de moradores chegou a fazer um mutirão para reerguer os barracos queimados anteontem, mas foi impedido. A reivindicação persistiu ao longo do dia.

Guardas-civis têm feito rondas na favela e disseram que a carcaça usada ontem à noite, que ainda tem as rodas do carro, já havia sido utilizada em outras manifestações.

A Polícia Militar também foi chamada para reprimir o protesto dos moradores mas, segundo a corporação, quando as primeiras equipes chegaram a linha férrea já havia sido desobstruída. / A.R. e BRUNO RIBEIRO

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