Protesto em SP tem 4 feridos e um preso

Policiais e manifestantes entraram em confronto na Assembleia Legislativa

Bárbara Ferreira Santos e Thiago Mattos, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2013 | 02h03

Os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e o Metrô foram alvo ontem de um protesto na capital que reuniu cerca de 200 pessoas, segundo a PM, e acabou com quatro feridos e um preso. O ato foi pacífico na maior parte do tempo, mas houve dois conflitos: policiais lançaram spray de pimenta na Rua dos Belgas e usaram spray e cassetetes na frente da Assembleia Legislativa.

O confronto na Assembleia ocorreu às 21h30, quando policiais se posicionaram na rampa para impedir a entrada dos manifestantes. Orientados pelo tenente-coronel Ben Hur Junqueira Neto, os PMs começaram a avançar sobre os manifestantes, que, em reação, gritaram 5,4,3,2,1 e partiram para cima. Os policiais usaram spray de pimenta e cassetetes.

Três manifestantes - entre eles o estudante de Letras André Carvalho, de 21 anos, e o analista de sistemas Rafael Basile, de 28 - e um policial ficaram feridos. Um ativista não identificado teria sido detido após passar pelo Hospital das Clínicas porque havia agredido um policial.

Esta foi a terceira manifestação realizada em São Paulo na semana - as outras ocorreram na terça-feira e anteontem. Desta vez, a PM adotou uma estratégia diferente: formou um grande cordão em torno dos manifestantes, caminhando ao lado.

A concentração começou às 18h, no vão livre do Masp. Meia hora depois, o major Genivaldo Antônio abriu uma negociação para que não houvesse violência. "É um exercício de cidadania, mas precisamos manter a ordem." Às 19h, o grupo bloqueou a Paulista, no sentido Consolação, com cartazes: "Carioca é meu amigo. Mexeu com ele, mexeu comigo"; "Tucanoduto, eu quero resposta", "Cadê o Amarildo", "Fora Cabral" e "Denuncie Alckmin". Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego, o congestionamento nessa hora foi de 266 km - o pico do dia.

Os manifestantes, então, bloquearam a outra pista da Paulista, na altura da Rua Pamplona, e seguiram caminhando. Às 20h, entraram na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, sentido do centro. Assustados, os comerciantes fecharam as portas dos estabelecimentos. "Você não sabe quem é quem", disse Sidney Silva, dono de uma loja de bolsas.

No cruzamento com a Rua 13 de Maio, o grupo recuou e entrou na Rua dos Ingleses, despistando os PMs que estavam à frente. Às 20h15, na Rua dos Belgas, manifestantes foram cercados quando tentavam voltar para a Paulista. Policiais lançaram spray de pimenta nos ativistas.

Na Rua Conselheiro Carrão, um coronel negociou para que o bloco não voltasse para a Paulista, sem sucesso. Eles foram para a Paulista e, depois, para a Assembleia, onde expulsaram uma equipe da TV Globo. O movimento foi desmobilizado perto da meia-noite, quando 15 pessoas entraram em um ônibus dizendo que iriam para a sede do governo. Segundo a polícia, ninguém apareceu no local.

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