Protesto de sem-teto fecha a Régis por 2h30

Moradores da ocupação Novo Pinheirinho, em Embu, pedem construção de conjunto habitacional e liberação de benefícios

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2012 | 03h01

Um protesto com cerca de mil sem-teto fechou por duas horas e meia a Rodovia Régis Bittencourt, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. A manifestação do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) provocou uma fila de pelo menos 8 km no sentido capital e de 10 km em direção a Curitiba. O protesto prejudicou o trânsito em vias da zona oeste.

Por volta das 17 horas, o grupo com moradores da ocupação Novo Pinheirinho, em Embu, tomou as duas pistas da rodovia, no entroncamento com o Rodoanel. Eles atearam fogo a pneus e bloquearam a passagem dos veículos. Com gritos e faixas, reivindicaram do Estado a construção de um conjunto habitacional no terreno que ocupam hoje e também a liberação de benefícios, como o auxílio-moradia.

"Eles (o governo) prometeram fornecer bolsa-aluguel e discutir a destinação do terreno. Depois disso, não houve qualquer concretização dessas promessas", afirmou o líder do MTST, Guilherme Boulos.

O tráfego interrompido provocou a indignação dos motoristas. "Estou revoltada. Vou perder um dia do meu curso por causa desse protesto", afirmou a auxiliar administrativa Graziele Santos, de 22 anos. O faturista Vagner Santos Félix, de 26, voltava para casa quando a pista foi interrompida e também reclamou. "Não é assim que eles vão conseguir alguma coisa."

O protesto terminou às 19h30, depois que as lideranças foram informadas de que o secretário estadual de Habitação, Silvio Torres, vai receber os líderes na terça-feira, às 11 horas.

Moradias. Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Habitação e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) informaram que a área invadida, onde serão construídas 1,3 mil moradias populares, pertence à CDHU. Decisão judicial, em favor de ambientalistas, impede o início das obras. A CDHU já recorreu.

"A secretaria está em contato com as famílias para ajudá-las a solucionar o problema", disse a nota.

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