Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE

Protesto de estudantes acaba em confronto na frente da Prefeitura

Manifestação começou depois de seis jovens se acorrentarem na entrada do Edifício Matarazzo; PM usou gás lacrimogêneo

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

18 Fevereiro 2011 | 00h00

Pelo menos dez pessoas ficaram feridas durante confronto ocorrido ontem entre 400 manifestantes do Movimento Passe Livre, Guarda Civil Metropolitana e Tropa de Choque da Polícia Militar na frente da Prefeitura de São Paulo, no centro. O protesto contra o reajuste da passagem de ônibus - que foi de R$ 2,70 para R$ 3 em 5 de janeiro - começou às 12h. Seis estudantes se acorrentaram nas catracas do hall de entrada da Prefeitura.

Ao mesmo tempo, um grupo de manifestantes foi à Secretaria dos Transportes. Lá o vice-secretário, Pedro Luis de Brito Machado, teria dito que o reajuste não poderia ser revisto. O grupo marchou, então, para a Prefeitura, que foi isolada por grades. Às 18h45, começou o confronto. Manifestantes dizem que a GCM atirou gás de pimenta. PM e GCM dizem que manifestantes quebraram o gradil. O confronto durou até 19h15.

O estudante Vinicius Figueira, de 25 anos, foi espancado por PMs e detido. Os vereadores do PT José Américo Dias, Juliana Cardoso e Antonio Donato foram atingidos por gás de pimenta. Quatro manifestantes foram alvejados por balas de borracha. A PM disse que dois policiais foram feridos. Ninguém em estado grave. O Viaduto do Chá foi fechado ao tráfego no início do confronto e reaberto às 21h30.

A GCM cortou as correntes que prendiam os estudantes às 21h30 e eles decidiram sair do prédio, mas um impasse retardou a saída até 23h20. Eles queriam sair pela porta da frente e se recusavam a dar os nomes, com o que a PM não concordava. Por fim, o grupo saiu pela porta da frente e forneceu os nomes.

"Houve uma quebra da ordem e a Tropa de Choque teve de dispersar as pessoas. Se houve excessos, vamos apurar", disse o capitão Amarildo Garcia, comandante da operação. Em nota, a Prefeitura disse que "sempre manteve canais abertos de diálogo com a sociedade". "Por isso, não é possível compreender e aceitar a violência usada nesta quinta-feira por manifestantes que protestam contra a tarifa do sistema de transporte público." Em 13 de janeiro, manifestação do Movimento Passe Livre também acabou em confusão no centro da cidade, com 26 manifestantes detidos.

Outras manifestações. Ao menos 30 estudantes realizaram ontem manifestação em Jundiaí, no interior de São Paulo, contra o aumento da tarifa de trem, de R$ 2,65 para R$ 2,90. Em Santos, a população está sendo convocada para protestar contra o aumento da tarifa de ônibus em uma página no Twitter, cujo autor não se identifica. A tarifa passa para R$ 2,65 no domingo. / COLABORARAM TATIANA FÁVARO e REJANE LIMA

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