Protesto de camelôs faz lojas fecharem as portas no Brás

Vendedores ambulantes são contidos com uso de gás pimenta e chegada da cavalaria da PM

Felipe Grandin, do Jornal da Tarde,

20 de agosto de 2007 | 12h49

O protesto de camelôs no Brás, na região central de São Paulo, fez alguns comerciantes fecharem as portas na manhã desta segunda-feira, 20. Os camelôs protestam contra a presença e ocupação de policiais, que os impediram de montar suas barracas durante a madrugada. Em uma caminhada pelas ruas do bairro, camelôs ordenavam os lojistas a fecharem suas portas, que eram reabertas após a passagem dos manifestantes. Eles chegaram a arrancar uma faixa da Prefeitura que informava sobre a proibição da chamada "Feirinha da Madrugada". Nesta segunda-feira, os vendedores ambulantes não montaram as barracas por conta da presença da polícia. Segundo a Polícia Militar, cerca de 400 policiais vão fazer ronda na região durante os próximos 15 dias, na ação que foi chamada Operação Oriente. Durante a manhã, o clima ficou tenso entre policiais e camelôs, que protestavam contra a existência de um camelódromo na Rua Oriente. Segundo eles, vendedores que não tem Termo de Permissão de Uso são autorizados a trabalhar no local. Os manifestantes tentaram impedir a abertura do camelódromo, mas o protesto foi contido com a chegada da cavalaria da PM e com o uso de spray pimenta. De acordo com informações da Secretaria Estadual de Segurança Pública, a Feirinha da Madrugada tem um público de aproximadamente 11 mil pessoas. Na feira, que funciona de segunda a sábado das 3 às 7 horas, trabalhariam cerca de 2,6 mil camelôs irregulares. 

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