Protesto de aeroviários fecha check in da American Airlines em SP

Objetivo era denunciar descumprimento da legislação trabalhista por parte de empresa terceirizada da companhia

Fabiana Marchezi, da Central de Notícias,

15 Março 2010 | 22h06

Cerca de 100 aeroviários do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, fecharam o check in da companhia American Airlines por cerca de uma hora na tarde desta segunda-feira, 15, durante um protesto coordenado pelo Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos.

 

De acordo com o sindicato, a manifestação começou por volta das 17 horas e teve o objetivo de denunciar o descumprimento da legislação trabalhista por parte da VitSolo, terceirizada da companhia.

 

O protesto só foi encerrado depois de uma negociação com a polícia, que fez uma barreira para liberar o acesso dos passageiros aos balcões.

 

Os policiais se comprometeram a contactar a direção da America Airlines para marcar uma reunião com os sindicalistas. Novos protestos não estão descartados, caso a companhia não receba o sindicato da categoria nos próximos dias.

 

Ainda segundo o sindicato, a VitSolo tentou impedir a manifestação na Justiça, que decidiu, no último dia 1º, a favor dos trabalhadores.

 

A juíza Riva Rosenthal, da 1ª Vara da comarca de Guarulhos do Tribunal de Justiça do Trabalho da 2ª Região, indeferiu a liminar proposta pela VitSolo, para que o sindicato fosse "impedido de instigar os empregados da autora à prática de quaisquer atos sindicais, manifestações, paralisações".

 

A empresa chegou a emitir boletim de ocorrência. Durante o ato, foram entregues informativos aos passageiros denunciando as condições de trabalho dos funcionários da VitSolo e suas implicações na segurança de voo da American Airlines, a partir do uso dos serviços da empresa.

 

A reportagem tentou contato com a VitSolo mas foi informada que os responsáveis só atendem em horário comercial. Já a assessoria de imprensa da American Airlines informou que não vai se pronunciar até a apuração completa do ocorrido.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.