Protesto contra desocupação termina com dois detidos na zona norte de SP

Moradores de comunidade atearam fogo em pedaços de madeiras e pneus na Avenida Guilherme

estadão.com.br, texto atualizado às 19h15

08 de fevereiro de 2012 | 16h48

SÃO PAULO - Dois manifestantes foram detidos na tarde desta quarta-feira, 8, durante um protesto de moradores da comunidade do Corujão, na Vila Guilherme, na zona norte de São Paulo.

Eles integraram um grupo de aproximadamente 30 pessoas que realizaram uma manifestação contra a desocupação do terreno. O grupo iniciou o protesto às 13 horas e a Polícia Militar foi acionada para acompanhar o ato.

Os moradores da comunidade Coruja atearam fogo em pedaços de madeiras e pneus na altura do número 1.500 da Avenida Guilherme, e jogaram rojões contra os agentes. Segundo a corporação, o grupo danificou uma trator que prestava serviços para a Subprefeitura na limpeza do local.

Os PMs lançaram bombas de efeito moral na direção dos moradores. Após o confronto entre manifestantes e policiais, dois homens foram detidos e levados para a 9º DP, no Carandiru, onde serão ouvidos.

De acordo com a Prefeitura, funcionários públicos e policiais militares estiveram na favela para evitar que a área, que é pública, seja ocupada novamente. Os moradores iniciaram o protesto ao serem impedidos de voltar para suas casas.

No domingo, 5, a favela foi atingida por um incêndio, deixando dois mortos e dois feridos. Parte dos barracos foi destruída. O incêndio começou por volta das 7h50 e foi controlado às 11h30 por 24 equipes.

Em nota, a Prefeitura disse que as vítimas do incêndio foram atendidas pela equipe de assistentes sociais do Centro de Referência e Assistência Social (CRAS) Vila Maria/Vila Guilherme. Foram atendidas 61 famílias, totalizando 304 pessoas. Foram concedidos 288 colchões, 288 cobertores, 90 cestas básicas e 66 kits higiênicos.

"A Secretaria de Habitação efetuará pagamento de auxílio aluguel emergencial para as famílias que tiveram suas casas atingidas, no valor de R$ 1.200 - referente a quatro meses de aluguel. Em seguida serão incluídas no Programa Parceria Social."

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