Amanda Perobelli/ Reuters
Amanda Perobelli/ Reuters

Protesto após morte de adolescente termina com ônibus incendiado na zona sul de SP

Família diz que adolescente de 15 anos foi sequestrado por homens armados neste domingo. Corpo foi encontrado nesta segunda. Parentes, amigos e moradores da região realizaram ato nesta tarde

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2020 | 19h59
Atualizado 15 de junho de 2020 | 22h47

Ao menos um ônibus foi incendiado ao fim de um protesto que ocorreu na tarde desta segunda-feira, 15, na Vila Clara, na zona sul de São Paulo. A manifestação pedia providências após a morte de um adolescente de 15 anos. A família relata que o garoto foi sequestrado na madrugada deste domingo, 14, e foi encontrado morto nesta segunda. 

De acordo com informações da Polícia Militar, o protesto começou por volta das 16 horas na Rua Rolando Curti. Integrantes do ato colocaram fogo em pneus e a polícia foi acionada. As pessoas se espalharam pela região e veículos do transporte público foram atacados. O Corpo de Bombeiros confirmou que um ônibus foi incendiado na Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira às 18h41 e não houve vítimas.

Segundo a família, Guilherme foi visto pela última vez na madrugada do domingo. Parentes dizem que câmeras de segurança flagraram o momento em que o adolescente é levado da rua em que estava por dois homens armados. "Aqui é uma mãe desesperada, esse é meu filho está desaparecido desde a madrugada, foi levado por dois homens armados num carro preto", escreveu a mãe da vítima neste domingo. Não foram divulgadas informações sobre onde o corpo foi localizado. 

A Secretaria da Segurança Pública informou que a investigação do caso do adolescente foi encaminhada ao Departametno de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil. "A Polícia Militar também acompanha a apuração. Se comprovada participação policial, medidas cabíveis serão adotadas", declarou a pasta. 

Sobre o protesto, a secretaria disse que sete viaturas dos bombeiros foram deslocadas para a região para conter os focos de incêndio. "Policiais da área e de batalhões especializados atuam na região para conter os atos de depredação e garantir a segurança das pessoas", acrescentou a nota.

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