Proprietários da loja que explodiu no ABC estão desaparecidos

Local tinha autorização para vender fogos, mas não para armazenar o material, diz a prefeitura de Santo André

Solange Spigliatti, Central de Notícias,

25 de setembro de 2009 | 09h39

Os proprietários da loja que explodiu em Santo André na quinta-feira, 24, provocando a morte de duas pessoas, estão desaparecidos. Sandro Luiz Castellani, dono da loja - que vendia fogos de artifício e armazenava material, mesmo sem ter alvará - é um dos procurados pela polícia. Os donos da loja não podem ser considerados foragidos pois ainda não há mandado de prisão expedido, segundo Alberto José Mesquita Alves, delegado-titular do 3º Distrito Policial de Santo André.

 

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Na quinta, o prefeito de Santo André, Aidan Ravin (PTB), chegou a afirmar que uma das vítimas da explosão era o dono da loja. No entanto, as vítimas são Ana Maria Martins, que trabalhava como doméstica na casa nos fundos da loja, e Denian Castellani, de 41 anos, primo do dono do estabelecimento.

 

A prefeitura de Santo André chegou a anunciar 11 mortos no início da tarde, mas depois corrigiu a informação. O incidente teve início com explosões menores na Pipas&Cia., seguida de uma maior, que arremessou carros e atingiu grande parte das casas da Rua Américo Guazelli. Quatro residências foram destruídas e outras 30 tiveram vidros quebrados, portas arrancadas e rachaduras. A Defesa Civil bloqueou o acesso à rua, que ficou coberta de lama, por causa da chuva que caiu à tarde.

 

 A explosão aconteceu na Vila Pires, bairro de classe média, às 12h32, e provocou um tremor que pôde ser sentido num raio de 1,5 km. Cem pessoas ficaram desalojadas. Os bombeiros encerraram a procura por vítimas às 20h30.

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