Proposta divide representantes da própria categoria

Principal argumento favorável é garantir maior segurança aos policiais, já que muitos evitam utilizar os ônibus fardados

Mateus Coutinho, O Estado de S. Paulo

17 de julho de 2013 | 11h55

SÃO PAULO - O projeto de lei que prevê "passe livre" para policiais divide opiniões na própria categoria. O principal argumento favorável é garantir maior segurança aos policiais, já que muitos evitam utilizar os ônibus fardados e acabam pagando a tarifa para ir ou voltar do trabalho.

Para o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo (Acspmesp), Wilson Morais, a iniciativa "é muito importante, porque hoje o crime organizado está matando os policiais e é muito perigoso andar fardado nos ônibus". Ele destaca ainda que cidades como Marília e Santos já permitem aos policiais usarem o transporte público sem estarem fardados.

"Se o policial entra no ônibus à paisana e mostra discretamente a carteira da corporação para o motorista os outros passageiros não vão saber", conta Wilson Morais.

A proposta, contudo, é questionada pela Associação de Oficiais da Polícia Militar de São Paulo, que considera o benefício uma forma de "ajudar" os policiais sem atender às reivindicações salariais da categoria. Atualmente, os policiais de São Paulo têm o oitavo pior salário do País.

Wilson Morais garante que os policiais da Acspmesp vão comparecer em peso na votação do projeto de lei, que ainda deve passar por três comissões antes de ir ao plenário da Câmara Municipal.

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