Proporção de homens jovens mortos aumenta em São Paulo

Mortalidade infantil caiu nos últimos 30 anos, enquanto expectativa de vida subiu de 62 anos e 8 meses para 76 anos

TIAGO DANTAS, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2013 | 02h08

Ao longo das últimas três décadas, o Estado de São Paulo registrou redução no índice de mortalidade infantil e aumento na expectativa de vida, de acordo com dados divulgados ontem pelo IBGE. Por outro lado, cresceu a proporção dos homens que morreram quando tinham entre 20 e 24 anos. Violência urbana e acidentes de trânsito ajudam a explicar a alta.

A sobremortalidade masculina saltou de 2,35, em 1980, para 3,77 em 2010. O índice compara a probabilidade de um homem de 20 anos não chegar aos 25 com as chances que tem uma mulher na mesma idade, segundo o IBGE. O universitário Victor Hugo Deppman completaria 20 anos em 17 de agosto se não tivesse sido vítima de um latrocínio na porta de casa, no Belém, zona leste, em abril.

A morte levou a uma série de protestos contra a violência - o próximo está marcado para o aniversário do jovem. "Temos de colocar um freio nisso. Muitos jovens estão morrendo, com toda a vida pela frente. E muitas vezes pelas mãos de outros jovens", afirma o representante comercial José Valdir Deppman, de 49 anos, pai de Victor.

Bebês. A mortalidade infantil caiu entre 1980 e 2010. O número passou de 56,7 crianças que morreram no primeiro ano de vida para cada mil que nasceram para 11,4 mortos em cada grupo de mil. Melhoria nas condições de saneamento básico das cidades e no atendimento médico para gestantes, aumento da renda das famílias, incremento na vacinação dos bebês e na alimentação de mães e filhos são alguns dos fatores que explicam o índice, segundo a vice-presidente de neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo, Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck. "Melhorar essa taxa fica cada vez mais difícil, mas ainda é possível", afirma.

Na outra ponta, as pessoas estão vivendo mais. A expectativa de vida de quem nasceu em 1980 era de 62 anos e 8 meses. Já no caso dos nascidos em 2010 se espera que vivam, em média, até os 76 anos, segundo o IBGE.

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