NILTON FUKUDA/ESTADÃO
NILTON FUKUDA/ESTADÃO

Promotoria acusa 4 por desvio em obras de extensão da Jacu-Pêssego

Auditoria feita pela Dersa havia apontado, em outubro, pagamentos irregulares que somavam R$ 6,2 milhões no programa de reassentamentos de famílias

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S. Paulo

28 Novembro 2016 | 22h01

SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual apresentou à Justiça denúncia contra quatro pessoas suspeitas de fraude no processo de desapropriações para as obras de extensão da Avenida Jacu-Pessego. Auditoria feita pela estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), responsável pelo empreendimento, havia apontado, em outubro, pagamentos irregulares que somavam R$ 6,2 milhões no programa de reassentamentos de famílias atingidas pelo empreendimento. 

Os denunciados são o ex-diretor de engenharia da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o ex-chefe do setor de reassentamentos da empresa, José Geraldo Casas Vilela, uma funcionária de uma empresa terceirizada da estatal e sua irmã. 

O levantamento da empresa havia constatado que 1.764 pessoas receberam indenizações indevidas em valores que variam de R$ 1,3 mil a R$ 11,1 mil, nas desocupações feitas pela Dersa entre 2009 e 2010. O programa de reassentamento é destinado a indenizar moradores de favelas e loteamentos clandestinos localizados no eixo das obras com dinheiro ou com moradias populares. 

Os denunciados não foram localizados para comentar a denúncia. Em outubro, quando o Estado publicou o resultado das investigações da Dersa, eles negaram as acusações. 

Mais conteúdo sobre:
SÃO PAULOJustiçaDersa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.