Promotor Thales deve reassumir suas funções, diz conselheiro

Ernando Uchôa leu seu voto favorável ao vitaliciamento; ex-procurador-geral é contra continuação da carreira

Agência Estado

28 de abril de 2008 | 15h34

O advogado Ernando Uchôa, conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), leu nesta segunda-feira, 28, voto favorável ao vitaliciamento na carreira do promotor Thaels Ferri Schoedl, que matou um rapaz e feriu outro em 30 de dezembro de 2004, em Bertioga. Segundo Uchôa, Schoedl deve reassumir imediatamente suas funções de promotor. Após o voto do advogado, cinco conselheiros pediram vista, interrompendo o julgamento do procedimento administrativo. O objetivo do procedimento, levado ao CNMP pelo ex-procurador-geral de Justiça São Paulo, Rodrigo Pinho, era derrubar as decisões do Órgão Especial e do Conselho Superior do Ministério Público paulista, que também determinavam a manutenção de Schoedl na carreira. Para Pinho, Schoedl não tem condições de continuar na carreira. Em 2004, Thales matou a tiros o estudante Diego Mendes Modanez, de 20 anos, e feriu Felipe Siqueira Cunha de Souza, também estudante, que na época tinha 20. Segundo o promotor, ele e namorada estavam saindo de uma festa na Riviera de São Lourenço, no Litoral de São Paulo, quando um grupo de mais de dez rapazes teria mexido com a moça. Após um desentendimento entre Thales e o grupo, o promotor disparou 12 tiros em Modanez e Souza. Thales alegou que agiu em legítima defesa.

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