Promotor que atropelou família deve deixar caso de racha

Universitário ficou ferido gravemente em racha entre fazendeiros em julho em Araçatuba

CHICO SIQUEIRA,

08 de outubro de 2007 | 20h47

Com o acidente de domingo o promotor Wagner Juarez Grossi deverá deixar de conduzir o caso de dois fazendeiros que, durante um racha numa das principais avenidas de Araçatuba, feriram gravemente o universitário Vinicius Batagelo, filho do juiz Benedito Batagelo, diretor do Fórum da cidade. O acidente aconteceu em julho deste ano. Os fazendeiros José Antônio Scatolin Filho e Rodrigo Bernardes Rey, ambos de 31 anos, tiravam um racha quando a caminhonete dirigida por Scatolin passou o sinal vermelho e bateu no carro de Batagelo. O universitário ficou vários dias na UTI e teve seqüelas causadas pelo acidente. Os dois fazendeiros fugiram depois do acidente e quando se apresentaram, dias depois, disseram à polícia que estavam alcoolizados. Os dois foram acusados de tentativa de homicídio por dolo eventual, o mesmo tipo de crime que a Polícia Civil disse ontem não ter meios de enquadrar o promotor. Antes de o inquérito sobre o racha ser concluído, ainda em agosto, Grossi negou um pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Civil. Grossi alegou que as provas eram poucas e que precisaria de novos levantamentos periciais sobre a posição e velocidade dos veículos para que o pedido pudesse ser concedido. A negativa de Grossi causou divergências na polícia que ficou "em pé de guerra com o Ministério Público", como definiu um delegado nesta segunda-feira. Curiosamente, o delegado Paulo de Tarso de Almeida Prado, o mesmo que conduziu o inquérito antes de ser transferido do Distrito Policial onde trabalhava, foi quem atendeu, no plantão, o caso de Grossi, na noite e madrugada de domingo. Mas, Prado passou mal e teve de largar o plantão. Nesta segunda-feira ele não quis fazer comentários com a imprensa sobre o assunto, nem dizer se enquadrava o promotor por tentativa de homicídio com dolo eventual, o que poderia causar a prisão em flagrante do representante do Ministério Público.

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