Promotor pede bloqueio de todos os bens de Aref, mulher e filhos

Segundo o MP, registro de mais de 125 imóveis, avaliados em mais de R$ 50 milhões, indicaria enriquecimento ilícito

O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2012 | 03h04

O Ministério Público Estadual (MPE) pediu ontem à Justiça o bloqueio de todos os bens do ex-diretor municipal Hussain Aref Saab e de seus parentes mais próximos. Segundo a Promotoria, há indícios suficientes de que Aref teria enriquecido ilicitamente por ter acumulado um patrimônio incompatível com sua renda durante os sete anos em que esteve à frente do Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov) da Prefeitura. A família registrou mais de 125 novos imóveis, avaliados em mais de R$ 50 milhões - enquanto Aref recebia R$ 20 mil mensais.

Não há data para a Justiça decidir sobre o bloqueio, que é uma medida cautelar, ou seja, visa a impedir que os bens sejam negociados durante a investigação da Promotoria. Além de Aref, são alvo da ação sua mulher, Marisa Venturini Saab, seus dois filhos, o delegado da Polícia Civil Luís Fernando Saab e a arquiteta Ana Paula Saab Zamudio, e a empresa que os quatro possuem, a SB4 Patrimonial.

Caso a Justiça acate o pedido do MPE, todos os bens dos acusados ficarão bloqueados - incluindo imóveis, aplicações e até uma adega de vinhos e bebidas importadas encontrada pelos promotores após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa de Aref, na semana passada.

Todos os imóveis registrados no nome da família ficariam sob administração de um gestor judicial, que separaria todos os aluguéis e outras rendas em uma conta em juízo. Apenas o salário e a aposentadoria de Aref ficariam fora do bloqueio.

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